sábado, 30 de março de 2024

CONHECENDO PUNTA DEL ESTE

Estive no Uruguai em 2019, quando conheci Montevideo e Colônia do Sacramento. 

Esse ano, 2024, fiz um cruzeiro e Punta del Este foi minha primeira parada. Foi uma visita rápida de meio dia, que deixou um gostinho de quero mais. Deu muita vontade de passar uma temporada de férias lá. 

Punta é uma cidade balneário, situada a 120 Km de Montevideo e fica na extremidade oriental do Uruguai numa península, considerada o limite geográfico entre o Oceano Atlântico e a foz do Rio da Prata. Essa localização numa península faz com que a cidade tenha muitas praias, um por do sol maravilhoso e famoso, atraindo muito turistas na época de temporada, entre Natal e Carnaval. Para os turistas a cidade oferece muitos restaurantes, bares, cassinos, museus e uma vida noturna animada.  Por isso ter dito que fiquei com vontade de voltar, depois dessa minha primeira visita. Um ponto importante: tem que ser no período de temporada mesmo, porque fora dela tem sempre um vento muito frio e a água é gelada.

O porto não é suficientemente grande para nosso navio, então para chegar tivemos que sair do navio, parado próximo, para uma embarcação menor e assim chegar à cidade e desembarcar em um pier.

Ver o navio dessa perspectiva, estando num barco menor, dá uma dimensão melhor do tamanho que ele é. Impressiona!

O pier está localizado próximo à ponta da península, onde está o Enjoy Punta del Este Cassino & Resort (antigo Conrad). É onde fica a região central da cidade, por onde comecei minha visita. Fui conhecer a parte antiga na praça do Farol, onde há obviamente um farol, construído em 1860, uma estação metereológica e a igreja de Nossa Senhora da Candelária, padroeira de Punta.

A igreja da Nossa Senhora da Candelária está ao fundo pintada de azul.

Depois de conhecer o centro histórico, fiz um tour pela faixa beira-mar, do lado banhado pelo Atlântico, passando pela Praia dos Ingleses, Praia El Emir e Praia Brava, onde fica um cartão postal de Punta del Leste: a escultura do chileno Mario Irarrazabal, La Mano. Sabe a foto de cartão postal que você pensa reproduzir? Esquece! Muita gente no entorno! Tirar uma foto sozinha só se for bem cedinho, quando os turistas ainda estão dormindo, já que a vida noturna é bem animada!

Praia dos Ingleses

La Mano: tentando fugir da multidão

La Mano

Seguindo pela praia Brava, fomos até o limite de município, no Arroio (riacho) Maldonado, onde há uma ponte que liga Punta com La Barra. É uma ponte ondulada! Realização do engenheiro Leonel Vieira (que dá nome à ponte) em 1965.

Ponte Leonel Vieira - passar pelas ondulações deve dar um "frio na barriga"!

Parque  na margem do arroio Maldonado

Prosseguindo, cruzamos a península pelos bairros de Beverly Hills e Bosque, onde as casas de veraneio são enormes, lindas e sem muros, para chegar em Punta Ballena, localizada na parte do litoral banhado pelo estuário do rio da Prata, a 13 Km de Punta del Este. Nesse ponto de beleza ímpar, o artista Carlos Páez Vilaró (1923-2014) construiu sua casa e estúdio, de forma a ser uma "escultura habitável". Conhecida como Casa Pueblo, foi sendo construída por décadas, moldada a um rochedo à beira-mar. Parece que estamos em uma ilha grega, mas Vilaró gostava de dizer que sua inspiração foram as casas do joão-de-barro! Hoje abriga um hotel, museu, galeria, restaurante, cafeteria. O ingresso básico para a visita custa em torno de 70 reais.
Apesar do museu e da exposição das obras de Vilaró serem muito interessantes, apesar da cafeteria ser aconchegante, todos querem estar na Casa Pueblo para ver o por do sol! 







Mesmo não sendo a hora do por do sol propriamente dito já estava lindo e provavelmente ficaria espetacular!


Retornamos para Punta pela orla, vislumbrando a Praia Mansa, até chegarmos novamente ao pier e podermos novamente embarcar em nosa "casa flutuante" temporária, o MSC Preziosa.


sábado, 9 de março de 2024

MINHA PRIMEIRA VEZ NUM CRUZEIRO - DICAS PARA QUEM QUER FAZER ESSE TIPO DE VIAGEM

Depois de anos viajando, me dei conta de que nunca havia feito uma viagem de navio. Por que? Não sei!

Falta de oportunidade, desinteresse, sei lá... Eu tinha curiosidade, mas nunca fui ativamente atrás de marcar uma.

Dessa vez não foi diferente. Não fui eu que escolhi essa viagem, mas fui convidada e resolvi aceitar. 

Fiz a viagem em janeiro de 2024, para comemorar o dom da vida (faço aniversário em janeiro) e minha saúde (fiz uma cirurgia grande ano passado).

O passeio foi organizado por uma agencia de turismo em Guaratinguetá, minha cidade natal, a Rocco Turismo. Foi importante essa assessoria porque facilitou o trâmite da reserva e me deu dicas muito importantes, que vou compartilhar com vocês.

Fiz o passeio no navio da linha MSC, o Preziosa, no roteiro para a Argentina e Uruguai, com paradas em Buenos Aires, Montevideo, Punta del Leste. A duração foi de uma semana.

DICA 1: após a reserva efetivada, a MSC vai te oferecer vários serviços que precisam de um pagamento extra. Sua reserva inclui acomodação, refeição, mas não inclui BEBIDAS, por exemplo. Então há várias opções de pacotes de bebida alcoólicas e não alcoólicas que você pode adquirir. Importante fazer isso com antecedência; facilita muito sua vida. Eu adquiri um pacote básico (EASY) e foi o suficiente. Outro serviço importante já adquirir é o de INTERNET. No navio, em alto mar, sua internet de operadora não vai funcionar! É importante adquirir um pacote de internet. Aqui também existem várias opções, se você quer estar conectado para mensagens e e-mails ou para vídeos e "lives". Há ainda pacotes para fotos e spa. Antes da viagem ainda, você pode adquirir passeios nos locais onde há desembarque e também já deixar agendado e pago. Há uma lista grande de opções pra escolher.

O embarque é feito no porto de Santos, a partir de 11h e o navio sai do cais por volta de 18h. 

DICA 2: Tem muita gente e é demorado, então melhor chegar cedo. 

Eu cheguei por volta das 11h mas só entrei no navio depois das 13h. Você tem que despachar a mala, receber uma senha para o check in, fazer esse check in, onde você é fotografado, registrado e recebe um cartão para uso no navio. Esse cartão é sua identidade, chave e cartão de crédito dentro do navio. 

Depois você é transportado e recebido no interior do navio (mais fila). Nessa recepção, seu documento de identidade (nessa viagem no Mercosul pode ser passaporte ou RG) vai ficar retido no navio até a véspera do desembarque. Por conta disso, vem a dica 2:

DICA 3: leve o passaporte (se tiver) e o RG; assim um documento fica retido no navio e o outro você usa nos passeios fora do navio, por segurança.

Agora você já pode procurar sua cabine e se instalar! Minha cabine era bem confortável, com varanda. Recomendo! 

Direto da minha cabine no deck 13 do MSC Preziosa ainda no porto de Santos

Foi a hora de sair, na varanda, ver o mar e o porto (ainda não zarpamos) e depois explorar um pouco o navio. Fomos ao restaurante/buffet 24h para almoçar, e depois, saimos para explorar a área das piscinas e decks. Tanto esse restaurante como as piscinas e decks superiores, estavam lotados! Imaginem que todo mundo que entrou no navio, e o Preziosa comporta mais de 4.000 pessoas, querem comer e conhecer o navio.

DICA 4: não se assuste com a quantidade de gente e agitação. Logo as pessoas se dispersam mais, e passam a ter horários diferentes para fazer as coisas.

O navio zarpou por volta das 18h, foi bonito ver a partida! Depois disso, foi hora de se arrumar para o jantar, que tem 2 horários fixos e você também escolhe com antecedência qual vai querer. Pode ser as 19:30h ou 21:45h. Eu escolhi o primeiro. 

DICA 5: depois de um dia longo você vai querer tomar um banho e se arrumar para jantar. O problema é que a sua mala pode ainda não ter chegado à cabine. Essa entrega é um processo bem demorado, então leve uma mala de mão, com o que vai precisar nesse primeiro dia. Facilita bastante e evita estresse.

O jantar é bastante agradável, e depois disso ainda há dezenas de atividades pra escolher: teatro, piano bar, lojas. 
Use esse primeiro dia para se localizar no interior do navio (todo deck tem uma planta do navio para que você sempre se localize; acredite a gente se "perde" bastante). 
Agora é dormir e se preparar para o primeiro dia de navegação.

DICA 6: quando você chega na sua cabine à noite, vai encontrar um informativo do navio com eventos, promoções e uma lista das atividades para o próximo dia, com horário e localização. Como é muita coisa, sempre é bom ler e já separar o que vai querer fazer.

Bem, o primeiro dia é sempre cansativo, mas repleto de novidades, risadas e histórias pra contar depois. Daqui em diante é só aproveitar! 

O mar é lindo de todos os ângulos e em todos os momentos do dia e da noite

Uma última dica: o navio é grande, estável, mas ainda assim, balança! Se mais ou menos depende da previsão do tempo. Se você enjoa, não esqueça de levar medicação e não espere ter mal-estar ou o navio aumentar o balanço para tomar. 




segunda-feira, 1 de maio de 2023

5 COISAS PARA FAZER EM VALÊNCIA - ESPANHA

  Nesse meu roteiro pelo sul da Espanha, a primeira cidade que visitei foi Valencia. Cidade litorânea, multicultural, fundada pelos romanos, e terceira maior da Espanha. 

  É uma mistura fantástica do antigo, com seu lindo centro histórico e do moderno e somado a isso, todas as características de uma cidade de praia. Esse detalhe da praia, nos faz pensar que os meses de verão são os melhores para conhecer a cidade.

  E onde ficar, com tantas "Valencias" diferentes? Minha escolha foi ficar num hotel da rede Barcelò (Avenida Francia, 11), bem próximo da Cidade das Artes e das Ciencias. Região mais moderna da cidade, com muitas lojas, restaurantes e serviços bem próximos. Dá para ir a pé ao jardim do Turia e à cidade das Artes e tem acesso muito fácil tanto para as praias como para o Centro Histórico.

  Fiquei em Valencia por 3 dias (2 noites) e vou resumir aqui as 5 coisas mais importantes que fiz nesse tempo e recomendo:

1. Visitar a Cidade das Artes e das Ciencias:


A cidade das Artes e das Ciencias é um complexo com vários museus e paisagens incríveis. É obra do arquiteto Santiago Calatrava que é de Valência

  
  Inaugurado em 1998, é um complexo de edifícios, praças e jardins com museus, salas de apresentação, restaurante. Tem bastante opção de passeio, e se quiser ver tudo, vai precisar de mais de um dia! Indico selecionar as atrações que mais te atraem para racionalizar seu tempo. Só um passeio no entorno desse espelho d'água já é muito legal.

  Bem próxima está uma parte dos Jardins do Turia.  Foram feitos no final do século XX, formando um parque linear de quase 9 Km, que ocupa o leito seco do rio Turia, desviado por conta de inundações. Plantas diversas, lagos e áreas para vários esportes ao ar livre ocupam o parque. Chega até o centro histórico da cidade. As antigas pontes sobre o rio também são pontos de interesse.


2. Conhecer a Catedral de Valência e o Santo Graal

Na Catedral de Valencia existe um cálice exposto, considerado o Santo Graal. Não sabia! Foi uma suspresa e tanto.

  Valencia é um dos assentamentos mais antigos da Europa, e muitas evidências de todas as épocas antecedentes. Ruas estreitas da época medieval, partes da antiga muralha como a Porta dos Serrans, e até restos arqueológicos da cidade romana de VALENTIA EDETANORUM, descobertos quando da ampliação da catedral de Valencia, e que hoje estão no Museu Arqueológico de L'Amoina.

  Falando na Catedral de Valência, ela domina o centro histórico. Começou a ser construída em 1262 e foi sendo remodelada e aumentada. Com isso ela tem vários estilos arquitetônicos. No geral , o estilo é gótico, mas restam evidencias de estilos diferentes. Isso fica bem evidente nas portas da Catedral: a porta de ferro é barroca, a porta dos apóstulos é gótica e a porta do palácio de L'Almoina é românica. O edifício é grande, imponente e cercado pelas praças da Mãe de Deus e da Rainha e belíssimo por dentro e por fora.

  Só quando cheguei para conhecer a catedral descobri que esse templo lindíssimo abriga um cálice que foi reconhecido pelo Vaticano como sendo provavelmente (ou não se pode descartar que seja) o Santo Graal! Imagina isso! (santo graal em Valencia)
Um ultimo detalhe aqui: visitei Valencia no começo de setembro, mas o calor era intenso. Andar pelo centro histórico merece muita hidratação!

            
3. Comer a paella valenciana

A paella valenciana difere daquela conhecida com frutos do mar, por usar coelho, frango e açafrão no arroz. Ah e o arroz tem que ficar bem tostadinho (sucarrat).


  A paella, prato típico espanhol hoje em dia, teve origem com os camponeses da região de Albufera, província de Valencia. "Paella" é o nome da panela onde o prato é feito: rasa, larga, com alças e fundo plano.

  Como é um prato de camponeses, os ingredientes tradicionais são: arroz bomba, tomate, feijão, vagem, coelho, frango, azeite de oliva, sal, açafrão e alecrim.  O formato da panela propicia que o arroz do fundo da panela fique tostado e caramelizado, o chamado sucarrat.

  Onde comer? Praticamente em todos os restaurantes da cidade, com algumas variações.


 4. Conhecer um beach club

Como cidade litirânea, Valencia tem mais de 300 dias ensolarados no ano!

          
  Como Valencia é uma cidade litorânea, quente e ensolarada, faz parte da visita conhecer e curtir praia. As praias de Las Arenas e Malvarrosa estão cerca de 7 Km do centro da cidade, e contam com 1 km/1,5 Km de areia, e boa infraestrutura de lojas e restaurantes. Ao invés de ir direto para a praia, minha opção nessa viagem foi visitar o Parque da Marina ( o visual é muito bonito) e o Marina Beach Club. Nunca tinha ido a um lugar com essa estrutura, e ainda por cima o restaurante é ótimo!

        
5. Experimentar a orchata/horchata (espanhol)/orxata (catalão)

Com todo o calor de Valencia, uma bebida geladinha é ótimo! Não deixe de experimentar a orchata


  A orchata é uma bebida típica da região de Valencia, feita com a junça (chufa em espanhol), que é um tubérculo. Tem denominação de origem protegida.

  É sempre servida bem gelada, então é muito refrescante para tomar enquanto passeia pela cidade. É bem docinha e muito saborosa! Além disso, a junça é rica em vários nutrientesw com fósforo, cálcio, magnésio e ferro.

  Existem várias orchaterias na cidade como a Horchateria de Santa Catalina, mas você também encontramuitos carrinhos vendendo na rua e te salvando naquela hora que o calor da cidade aperta. Eu adorei!!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

ROTEIRO PELO SUL DA ESPANHA

 

     Em setembro de 2022 fiz uma viagem para Espanha. Foi uma viagem onde mesclei trabalho e lazer, o que aliás faço com bastante frequencia.

     Iniciei em Barcelona onde participei de um congresso médico. Meu tempo de estadia em Barcelona, cidade que já conheço, foi para estudo, mas se for apenas para turismo, recomendo que esses 4 dias sejam o mínimo para conhecer essa cidade espetacular. Já falei bastante sobre ela em outras postagens, vou deixar aqui o link (QUANTOS DIAS PARA CONHECER BARCELONA). Nesses posts falo em 3 dias para conhecer o básico, mas se puder ficar mais eu recomendo.

     Nessa minha estada em Barcelona o que fiz de novidade foi conhecer a região do Monte Tibidabo, com uma vista linda da cidade, que você pode apreciar de mirantes, dos brinquedos de um parque de diversões que existe ali ou de restaurantes bem interessantes, com vista panorâmica. Ir ao Tibidabo para almoçar ou jantar em um desses restaurantes é um programa que vale a pena.

MIRABLAU - Plaça del Doctor Andreu, s/n

MIRABÈ - Carrer Manoel Arnús, 2

    Para o restante da viagem, foi importante um planejamento. Determinar que lugares gostaria de conhecer, pesquisar distâncias, o que fazer em cada lugar para determinar o tempo de estadia e qual a melhor maneira de deslocamento. 

       O resultado desse planejamento está na figura no início do post.

     A opção foi pelo deslocamento com carro alugado, pela autonomia de horário e pela possibilidade de apreciar paisagens litorâneas muito bonitas. Alugar um carro é simples e pode ser feito antes mesmo da viagem e não é necessária carteira internacional. Só mudei para viagem de trem no braço final pela distância a ser percorrida e também por entender que para deslocamento em Madri, não seria necessário o carro.

      Primeiro trecho: Barcelona - Valência

Trecho mais longo, mas em início de viagem é mais fácil de fazer. São 350 Km de distância.

Saí de Barcelona no meio da manhã e fizemos uma parada para almoço de forma totalmente aleatória no caminho.  Essa parada aleatória foi na cidade litorânea, na Costa Dourada, de L'Ametlla de Mar. Uma cidade pequena, litorânea, destino turistico para férias e esportes nauticos. Almoçamos num restaurante à beira-mar e seguimos viagem.

Fiquei em Valencia por 2 dias.

     Segundo Trecho: Valencia - Cartagena

Um trecho um pouco mais curto, de 270 Km. Nesse dia só fiz um lanche num posto de conveniencia na estrada.

Fiquei em Cartagena por 1 dia.

      Terceiro trecho: Cartagena - Granada

São 300 Km, saindo do litoral e adentrando a Andaluzia. Nesse trecho fizemos novamente uma parada aleatória para almoço, numa cidade pequena chamada Vèlez-Rubio. Além do almoço, foi uma delícia presenciar o estilo de vida tranquilo, a arquitetura linda da Iglesia de La Encarnacion. Foi uma grata surpresa!

Fiquei em Granada por 2 dias.

     Quarto trecho: Granada - Sevilha

Esses 250 Km foram feitos direto, sem paradas, para chegarmos logo em Sevilha, pela grande expectativa de tudo que veríamos por lá.

Fiquei em Sevilha por 2 dias.

      Último trecho: Sevilha - Madri

Trecho realizado de trem, chegando em Madri pela estação Atocha.

Fiquei em Madri 3 dias, 


      Foi um roteiro lindo, o tempo de estada em cada lugar foi suficiencte, mas o que aconteceu em cada trecho, vou contando depois.

      

      

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

QUE TAL CONHECER ANDORRA?

    Andorra é um principado independente encravado nos Pirineus entre Espanha e França. Por conta do relevo montanhoso, um dos seus maiores atrativos, que o faz receber milhares de turistas, são as estações de esqui.


    Mas para quem como eu, não esqui e não curte frio intenso, qual o atrativo de visitar Andorra? O que fazer lá fora do período de inverno?

    Para quem gosta de compras, Andorra é um país onde as compras são isentas de impostos e esse é um grande atrativo, não? A capital Andorra-a-Velha, tem vários centros comerciais, além de uma rua principal, a Avenida Meritxell, onde estão boutiques, joalherias, lojas de eletrônicos e muito mais.

Ruas com centros comerciais e lojas de cada lado!

    Resolvi visitar Andorra num esquema de bate-volta a partir de Barcelona com carro alugado. Como era final de agosto, ou seja, verão, descobri que o principado tem um tesouro arquitetônico de igrejas de estilo românico, incrustadas em paisagens fantásticas de paisagens e lagos que vale a pena conhecer.

      De Barcelona para Andorra-La-Vella, a capital, são 192 KM. A estrada é ótima (atenção que tem pedágio) e muito bonita. Como entramos em outro país, tem fronteira, mas é tranquilo. A moeda também é o Euro, fala-se catalão, espanhol e francês. Como normalmente se visita Andorra num day tour e pode não ter sido planejado com antecedência, vale lembrar do "roaming" do celular e autorização do uso do cartão de crédito. Fudamental isso, já que estamos num paraíso para compras.

      Chegamos à capital no final da manhã. Andamos um pouco pelo centro, conhecemos a Ponte de Paris e a escultura de bronze de Salvador Dali - a "Nobreza dos Tempos",na praça da Rotonda, que também abriga o centro de Informações Turísticas, onde organizamos nossa rota pelas igrejas românicas. Fizemos um lanche num mercadinho de comida orgânica e partimos.


Ponte de Paris


"Nobreza dos Tempos" escultura em bronze de Salvador Dali

            Com o mapa já com a localização das igrejas assinaladas, lá fomos nós!
          A primeira que visitamos foi a Igreja de Sant Miquel de Engolasters. Uma das mais antigas, do século XII, e um dos mais belos exemplos dessa arquitetura românica, com nave retangular, abside semi circular com afrescos e um campanário com 17m.
            A localização dessa igrejinha também é privilegiada. Tem uma vista linda de Andorra-La-Vella encravada nas montanhas. 


Torre do campanário com seus 17m

abside semi circular ainda com parte dos afrescos preservada


Vista de Andorra-La-Vella

          Ainda bem próximo da igreja de São Miguel (na verdade tudo em Andorra é bem perto) fica o lago Engolasters, local de várias atividades ao ar livre, ótimo para passar o dia com a família.   

Dá para ver o lago lá embaixo? Lugar lindo, cheio de pontos para picnic, trilhas e esportes aquáticos

           A próxima parada foi no Complexo Histórico de Les Bons no município de Encamp. No complexo, se encontra a Igreja de San Romá, uma torre de defesa, ruínas de um prédio civil e um depósito de água. Os edifícios tem uma posição estratégica, encravada numa saliencia de rocha, ideal para controlar a entrada do vale e das cidades. É lindo, mas prepare-se para subir bastante!

O complexo fica num popnto bem estratégico

Começo da subida; depois fica mais íngreme

Igreja de San Romá e seu alpendre


Vista da cidade de Encamp

         Para finalizar o passeio fomos conhecer a Basilica Santuario de Meritxell. Na verdade é um complexo moderno, construido em 1976, já que o antigo foi destruído por um incêndio em 1972. Do santuário antigo resta a Igreja de Santa Maria. A basilica nova dedicada à Nossa Senhora de Meritxell, a padroeira dos vales de Andorra, do arquiteto catalão Ricardo Bofill, é ampla, tem muita luz e paz, além de uma vista privilegiada.
Basilica Santuario de Meritxell

O lugar é lindo!

         Depois disso, retornamos para a capital Andorra-La-Vella para comer (almoco? jantar?), e fazer algumas comprinhas! Os perfumes e artigos de beleza estavam com ótimo preço. Alguns eletrônicos também tinham bom preço.

          Fim do de um dia longo mas muito agradável, hora de retornar para Barcelona.

sábado, 21 de maio de 2022

Passeando pelo Mitte em Berlim - a Ilha dos Museus

    Quando estive em Berlim em setembro de 2018, me hospedei próximo à Alexander Platz, que está localizada no centro da cidade.  Então é por ela que começo meu passeio. Mais que uma praça é um grande terminal de ônibus, um lugar de grande concentração de pessoas passando de um lado para outro, não parece um ponto turístico que valha a apena, mas se olhar melhor, você vai achar a Fonte da Amizade Internacional, o Weltzeituhr, um relógio que o horário de vários países do mundo e não vai deixar de notar a Torre de Televisão, a Fernsehturm. Essa torre tem 368 metros de altura, e dá para vê-la de várias partes da cidade. Na altura de 207 metros está o restaurante giratório Sphere, um bom lugar para ver a cidade de cima, apreciar o por do sol e jantar uma comida legal.  Como é necessário reservar, faça isso nesse início de passeio, já garantindo fechar o dia com esse jantar especial. 

Fernsehturm

    Depois de garantir o jantar, iniciei os passeios do dia indo visitar a Ilha dos Museus. O lugar de Berlim que eu mais queria conhecer! Meu interesse era conhecer o Museu Pergamon. 

    Mas vamos do começo: na Alexander Platz além de um grande terminal de ônibus urbano e metrô, também é ponto daqueles ônibus de turismo que você paga pelo dia (ou por dois dias) e sobe e desce nos pontos turísticos à vontade. O Berlin Sightseeing Hop on Hop off tem um tour chamado Clássico (ou Tradicional) que tem um ponto próximo à Primark e ao Hotel Radisson.


Tour clássico - a Alexander Platz é a parada 8 e a Ilha dos Museus a 10. Entre elas está a parada da Prefeitura de Berlim e fonte de Netuno. Eu vi de dentro do ônibus pois queria muito chegar nos museus. Também dá para alcançá-las a pé, desde a praça porque é pertinho.

A Ilha dos Museus (Museumsinsel) é uma ilha do rio Spree que corta a cidade de Berlim e que abriga 5 (isso mesmo 5!) museus. 

Chegando à Ilha dos Museus

Na ilha estão:

1. Museu Pergamon: possui estruturas da antiguidade em tamanho natural. Dá para apreciar o Portão do Mercado de Mileto, Portão de Ishtar, altar de Pergamo (obviamente a maior atração do museu, mas que estava em restauro até 2019), fachada de Mshatta.

2. Museu Bode: artefatos gregos, romanos e bizantinos.

3. Neues Museum (Museu Novo): possui artefatos de culturas pré-históricas, egípcias e da história antiga. A peça mais famosa em exibição é o busto da Rainha Nefertiti com cerca de 3400 anos.

4. Alte National Galerie (Galeria Nacional Antiga): aqui estão pinturas e esculturas de arte do século XIX (romantismo, simbolismo, impressionismo, art nouveau, início do modernismo).

5. Altes Museum (Museu Antigo): arte da antiga Grécia, Roma e Etrúria.

Folheto com a localização dos museus

    Se você for visitar todos, vai ficar aqui o dia todo. Em viagens, na maioria das vezes você tem que organizar o que quer ver de acordo com o tempo que tem e até levar em consideração os seus companheiros de viagem. Eu decidi visitar o Pergamon e o Neues Museum. 

Alte National Galerie

Altes Museum

Pergamon Museum

Neues Museum

    Aqui vale um parentesis sobre os ingressos para os museus. Eles podem ser comprados separadamente, mas existe um ingresso para todos os museus, válido por 1 dia. Mesmo que você não vá ver todos, como foi o meu caso, ficou mais em conta comprar esse do que um ingresso para cada um dos dois museus que visitei. Dependendo do tempo que vai ficar na cidade, existe o Museum Pass, que vale por 3 dias, e garante entrada em 50 museus! Se ficar hospedado fora do centro da cidade, existe o Welcome Card que dá direito ao trasporte público e desconto nos museus. Tem opções para todos os tipos de viagens, então é uma questão de se programar e escolher a opção mais adequada. O site visitBerlin tem todas as informações necessárias.


        Iniciei a visita pelo Museu Pergamon. Logo na entrada descobri que a atração mais famosa do museu, o altar de Pergamon, está em restauro até 2023! Independente desse "detalhe", as atrações restantes compensaram a visita. Eu adorei! Pude ver a reconstrução do portão do Mercado de Mileto, cidade ponto de comércio entre Ásia e Europa. Tem mais de 16 m de altura, uma escadaria imponente e frisos que narram a luta entre Deuses e Gigantes.


    Fiquei de queixo caído admirando o Portão de Ishtar, transferido azulejo por azulejo (aliás tijolo vitrificado) para Berlim em 1903. Esse portão de 14m de altura e 10m de largura, era uma das portas da cidade da Babilonia por volta de 575 a.C., a mando de Nabucodonosor. Além do tamanho, o que impressiona é a cor azul vivo (lapis-lazuli) e os leões enormes colocados em relevo, num efeito 3D. 

O tamanho impressiona!

A altura e os detalhes são demais!

O tom do azul é maravilhoso!

Esse efeito 3D dos animais (leões) foi conseguido colocando tijolo por tijolo em seu lugar específico

Admiração define!

    Em seguida fui visitar o Neues Museum (Museu Novo), que apesar do nome, abriga obras da Antiguidade e tem como peça mais famosa o busto da Rainha Nefertiti. O prédio é muito bonito, imponente, mas teve que ser restaurado porque foi quase totalmente destruído na Segunda Guerra. O busto de Nefertiti não pode ser fotografado, mas tem muita coisa bonita no museu.





    Foi um passeio muito especial e eu considero imperdível para quem vem explorar Berlim!



Um "plus" desse passeio, é apreciar o Berliner Dom, a catedral luterana, que fica ao lado da Ilha dos Museus.