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sábado, 21 de maio de 2022

Passeando pelo Mitte em Berlim - a Ilha dos Museus

    Quando estive em Berlim em setembro de 2018, me hospedei próximo à Alexander Platz, que está localizada no centro da cidade.  Então é por ela que começo meu passeio. Mais que uma praça é um grande terminal de ônibus, um lugar de grande concentração de pessoas passando de um lado para outro, não parece um ponto turístico que valha a apena, mas se olhar melhor, você vai achar a Fonte da Amizade Internacional, o Weltzeituhr, um relógio que o horário de vários países do mundo e não vai deixar de notar a Torre de Televisão, a Fernsehturm. Essa torre tem 368 metros de altura, e dá para vê-la de várias partes da cidade. Na altura de 207 metros está o restaurante giratório Sphere, um bom lugar para ver a cidade de cima, apreciar o por do sol e jantar uma comida legal.  Como é necessário reservar, faça isso nesse início de passeio, já garantindo fechar o dia com esse jantar especial. 

Fernsehturm

    Depois de garantir o jantar, iniciei os passeios do dia indo visitar a Ilha dos Museus. O lugar de Berlim que eu mais queria conhecer! Meu interesse era conhecer o Museu Pergamon. 

    Mas vamos do começo: na Alexander Platz além de um grande terminal de ônibus urbano e metrô, também é ponto daqueles ônibus de turismo que você paga pelo dia (ou por dois dias) e sobe e desce nos pontos turísticos à vontade. O Berlin Sightseeing Hop on Hop off tem um tour chamado Clássico (ou Tradicional) que tem um ponto próximo à Primark e ao Hotel Radisson.


Tour clássico - a Alexander Platz é a parada 8 e a Ilha dos Museus a 10. Entre elas está a parada da Prefeitura de Berlim e fonte de Netuno. Eu vi de dentro do ônibus pois queria muito chegar nos museus. Também dá para alcançá-las a pé, desde a praça porque é pertinho.

A Ilha dos Museus (Museumsinsel) é uma ilha do rio Spree que corta a cidade de Berlim e que abriga 5 (isso mesmo 5!) museus. 

Chegando à Ilha dos Museus

Na ilha estão:

1. Museu Pergamon: possui estruturas da antiguidade em tamanho natural. Dá para apreciar o Portão do Mercado de Mileto, Portão de Ishtar, altar de Pergamo (obviamente a maior atração do museu, mas que estava em restauro até 2019), fachada de Mshatta.

2. Museu Bode: artefatos gregos, romanos e bizantinos.

3. Neues Museum (Museu Novo): possui artefatos de culturas pré-históricas, egípcias e da história antiga. A peça mais famosa em exibição é o busto da Rainha Nefertiti com cerca de 3400 anos.

4. Alte National Galerie (Galeria Nacional Antiga): aqui estão pinturas e esculturas de arte do século XIX (romantismo, simbolismo, impressionismo, art nouveau, início do modernismo).

5. Altes Museum (Museu Antigo): arte da antiga Grécia, Roma e Etrúria.

Folheto com a localização dos museus

    Se você for visitar todos, vai ficar aqui o dia todo. Em viagens, na maioria das vezes você tem que organizar o que quer ver de acordo com o tempo que tem e até levar em consideração os seus companheiros de viagem. Eu decidi visitar o Pergamon e o Neues Museum. 

Alte National Galerie

Altes Museum

Pergamon Museum

Neues Museum

    Aqui vale um parentesis sobre os ingressos para os museus. Eles podem ser comprados separadamente, mas existe um ingresso para todos os museus, válido por 1 dia. Mesmo que você não vá ver todos, como foi o meu caso, ficou mais em conta comprar esse do que um ingresso para cada um dos dois museus que visitei. Dependendo do tempo que vai ficar na cidade, existe o Museum Pass, que vale por 3 dias, e garante entrada em 50 museus! Se ficar hospedado fora do centro da cidade, existe o Welcome Card que dá direito ao trasporte público e desconto nos museus. Tem opções para todos os tipos de viagens, então é uma questão de se programar e escolher a opção mais adequada. O site visitBerlin tem todas as informações necessárias.


        Iniciei a visita pelo Museu Pergamon. Logo na entrada descobri que a atração mais famosa do museu, o altar de Pergamon, está em restauro até 2023! Independente desse "detalhe", as atrações restantes compensaram a visita. Eu adorei! Pude ver a reconstrução do portão do Mercado de Mileto, cidade ponto de comércio entre Ásia e Europa. Tem mais de 16 m de altura, uma escadaria imponente e frisos que narram a luta entre Deuses e Gigantes.


    Fiquei de queixo caído admirando o Portão de Ishtar, transferido azulejo por azulejo (aliás tijolo vitrificado) para Berlim em 1903. Esse portão de 14m de altura e 10m de largura, era uma das portas da cidade da Babilonia por volta de 575 a.C., a mando de Nabucodonosor. Além do tamanho, o que impressiona é a cor azul vivo (lapis-lazuli) e os leões enormes colocados em relevo, num efeito 3D. 

O tamanho impressiona!

A altura e os detalhes são demais!

O tom do azul é maravilhoso!

Esse efeito 3D dos animais (leões) foi conseguido colocando tijolo por tijolo em seu lugar específico

Admiração define!

    Em seguida fui visitar o Neues Museum (Museu Novo), que apesar do nome, abriga obras da Antiguidade e tem como peça mais famosa o busto da Rainha Nefertiti. O prédio é muito bonito, imponente, mas teve que ser restaurado porque foi quase totalmente destruído na Segunda Guerra. O busto de Nefertiti não pode ser fotografado, mas tem muita coisa bonita no museu.





    Foi um passeio muito especial e eu considero imperdível para quem vem explorar Berlim!



Um "plus" desse passeio, é apreciar o Berliner Dom, a catedral luterana, que fica ao lado da Ilha dos Museus.

domingo, 10 de outubro de 2021

Praga: conhecendo a Cidade Velha parte 1 - Staroměstské Namestí

      Quanto tempo de estadia em Praga seria o ideal para conhecer tudo que ela tem a oferecer? 

    Acho que seria preciso mais de uma semana! Praga é uma cidade que para cada lado que você olha, tem vontade de parar, apreciar, entrar... Mesmo já tendo estado na cidade mais de uma vez, na minha última visita em setembro de 2018, descobri novidades e ainda deixei pontos para uma nova visita, como os Jardins e a Torre Petřín. Sempre é bom ter um motivo para voltar!

    Mas sei que é difícil numa viagem turistica, ficar tanto tempo numa só cidade. Então, o ideal seria pelo menos 3 dias/4 noites. Explico: apesar de ter um Centro Histórico relativamente pequeno, que podemos explorar andando, tem muita coisa para explorar! Como ele é dividido em partes distintas, então é bem legal dividir os passeios por setor.

    Quais partes são essas? Praga está dividida em:

Cidade Velha (Stare Mesto) e  Cidade Nova (Nove Mesto) de um lado do rio Moldava e que ainda abriga o Josefov, o bairro judio;

Mala Strana, o bairro do outro lado do rio

Hradcany - o distrito do Castelo. 

    Isso sem falar nos bairros mais contemporâneos como o Karlim, antigo suburbio industrial, hoje polo gastronômico e de vida noturna da cidade.

    Acho que cada parte merece um post separado e bem caprichado. Vamos começar pela cidade Velha e também falar da parte mais nova (Nove Mesto) que meio que abraça a Stare Mesto. 

Staré Město

    Parte mais antiga do centro histórico, com ruas estreitas, de paralelepípedos que convergem para o ponto central do bairro a Praça da Cidade Velha (Staroměstské Namestí).

Vista parcial da Praça da Cidade Velha vista do alto da torre da Prefeitura

    Essa praça é o coração dessa parte da cidade! Nela estão duas igrejas lindas, prédios maravilhosos, uma estátua do herói nacional, muitos artistas de rua e muitos, mas muitos turistas! 
    Nessa última viagem fiquei num hotel bem próximo dela para sentir o clima e facilitar o deslocamento, o Hotel Rott (Malé Namestí 138/4, 110 00 Staré Město). Adorei! Além da localização, as acomodações, serviço e refeiçoes foram acima da média.
Fachada do Hotel Rott

Entrada do Hotel Rott

  Além disso, como viajante de 50+ anos, mudei um pouco o esquema de viagem, priorizando um certo conforto tanto em translado quanto em acomodoção. A opção se mostrou muito acertada; o hotel era excelente e a localização... nem se fala! 

     Para conhecer a cidade velha, aconselho começar pela praça. Ela é linda, ela é animada, ela é lotada!

   Chegando, aprecie a visão. A arquitetura original dos edifícios cria uma moldura perfeita! Os artistas de rua, as charretes para passeio só aumentam o charme!

Essas charretes estão aqui para passeios. Você pode contratar por tempo e combinar o que quer conhecer.


    

    No lado norte da praça fica a Igreja de São NIcolau, um belo exemplar de arquitetura barroca. Ela é hoje uma igreja da religião hussita (braço do protestantismo na república Tcheca, com nome em homenagem ao herói Jan Hus, cuja estátua ocupa um lugar de destaque na praça), mas está aberta à visitação e o melhor de tudo: nela são realizados com frequência concertos de música clássica. Com uma acústica excelente, assistir um desses concertos é daquelas experiências de viagem que ficam na lembrança...

Praça da Cidade Velha de Praga com a estátua de Jan Hus e ao fundo a igreja barroca de São Nicolau

    Nesse lado, as ruas que saem da praça são mais largas, porque essa área foi reconstruida onde era o antigo gueto judaico, o Josefov. Ainda hoje se pode visitar o cemitério judaico, a Sinagoga Velha, a Sinagoga Espanhola e o Museu Judaico. Lembranças de um tempo em que 1/4 da população de Praga era judia. Uma das ruas principais dessa parte é a Pariska, onde há uma concentração de lojas de luxo. E muito agradável andar por ela, passeando e chegar nas margens do rio Moldava.

Caminhando pela margem do rio Moldava desde a rua Pariska até a rua Karlova
    
    Do lado sul, vários prédios de fachada renascentista, barroca e clássica. Nesse lado ficam as ruas de maior movimento para acesso à praça: a Celetna que faz a ligação com a Torre da Pólvora e a parte mais nova do centro histórioco - Nové Mesto; e a Karlova que liga a praça à ponte Carlos, uma das maiores atrações turísticas de Praga. Tão importante que merece um post separado e bem detalhado. 

    No lado leste aparece o maravilhoso Palácio Kinsky, hoje um museu de arte e o edifício que mais chama a atenção, mais intriga, um cartão postal de Praga, a igreja de Nossa Senhora de Tyn, com suas torres góticas. O interessante é que a igreja não tem entrada pela praça; A entrada principal tem que ser "achada" ao passar por um dos arcos do prédio que está à sua frente à direita. Pior que depois de acjhar a entrada ela nem sempre está aberta para que entremos. 

Detalhe do Palácio KInsky

Igreja N S de Tyn com o detalhe dos prédios que ficam na frente de sua entrada.



Difícil uma foto em que não apareça uma quantidade enorme de turistas, principalmente aqui na praça.



    Por fim, no lado oeste está o prédio da Prefeitura Velha, que abriga o famoso relógio astronômico de Praga. Ele fica na lateral do prédio e não voltado para a praça, e reúne uma quantidade enorme de pessoas a cada hora para ver a movimentação dos bonecos.

Prédio da prefeitura da cidade velha em restauro

Vista da lateral do prédio da prefeitura, onde está o relógio astronômico (em restauro). Dá para ver a igreja N S de Tyn ao fundo.



Esse relógio realmente é muito lindo!


    Foi construído em 1410. Diz a lenda que o construtor, o mestre relojoeiro Hanus, foi cegado para que nunca mais fizesse nada parecido. 
    O relógio possui dois círculos: o inferior mostra os meses do anos e tem na sua lateral 4 pequenas esculturas: um filósofo, um anjo, um astrônomo e um orador. O círculo superior é o relógio astronômico propriamente dito, representando a órbita do sol e da lua. Ao lado, estátuas representando a vaidade, a avareza, a morte e o turco. Acima dos dois círculos estão duas janelas que se abrem a cada hora para o desfile das figuras animadas dos 12 apóstolos entre elas.

    Ele estava em restauro da última vez que estive em Praga.

Ruim quando você chega para conhecer um cartão postal e ele está assim em restauro. Ainda bem que já o tinha visto em toda a sua beleza!

    Essa parte lateral da praça onde está o relógio tem muitos prédios super bonitos; o próprio prédio da prefeitura é lindo. Também nessa lateral existem vários restaurantes, então se quiser apreciar os edifícios e o funcionamento do relógio com mais calma, é uma boa opção. Apesar do óbvio apelo turistico a comida é boa, e não é caro.




    Um passeio daqueles catalogados como "imperdível" é a visita à prefeitura e suas salas históricas e uma subida à torre com uma vista sensacional da cidade. O ingresso custa 250 coroas tchecas, cerca de 62 reais, mas vale a pena e até agora foi tudo sem nenhum gasto; só apreciar a cidade. 

  

Interior do prédio da prefeitura velha



 
Só vista linda de todos os lados! As pessoas viram formiguinhas. Dá para ver até o Castelo lá no alto.


quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Qual o segredo do sucesso de Praga?

     Praga é uma cidade que já visitei várias vezes! Fui no verão e no outono, quase inverno. Já fui em grupo de turismo e com grupo de amigos. Já fui fazer um day tour e tambem já me hospedei lá, ficando fora do centro centro histórico, ou perto da praça Wenceslau e no miolo da cidade velha! Em todas as vezes, de qualquer maneira, foi uma experiencia incrível!

    Mas o que Praga tem de tão especial? O que fez com que se tornasse uma das 10 cidades mais visitadas da Europa?

    Tento responder aqui no post mas já adianto que provavelmente vão faltar motivos. Cada um pode ter o seu pessoal que torna Praga tão interessante. Você que está lendo pode me ajudar dando sua opinião.

    Um primeiro ponto pode estar embutido no apelido de Praga: "cidade dos 100 pináculos"! A cidade tem uma mistura arquitetônica original e linda, com uma mistura de prédios barrocos, góticos e medievais.

Praga e suas torres e telhados originais

    Todos esses exemplos arquitetônicos estão muito bem conservados! Foi uma grande surpresa para o chamado mundo ocidental, a beleza conservada de Praga, assim que houve a revolução do leste europeu em 1989, terminando com o modelo soviético de Estados comunistas fechados em um bloco. 
    Aliás, além de ser um dos mais antigos centros urbanos, a história recente de Praga também chama atenção. Coloco essa  "curiosidade" sobre Praga, como outros dos motivos do grande interesse que desperta.

Praga tem uma mistura arquitetônica ímpar e muito bonita!

   Vale um resumo: essa região era parte do todo poderoso Império Austro-hungaro e depois da Primeira Guerra Mundial, fez parte de uma estratégia para unir essas pequenas etnias diferentes mas com alguns pontos comuns entre si. Foi assim que surgiram a Iugoslávia e a Tchecoeslováquia. Após a Segunda Guerra Mundial, houve a ocupação do país pela União Soviética. Com uma breve tentativa de abertura em 1968 (Primavera de Praga), somente em 1989 houve uma revolução no leste europeu terminando com o modelo soviético comunista e em 1992, de forma amigável, houve a separação entre a República Tcheca e a Eslováquia.
    Depois da abertura e da separação a vocação turística de Praga só cresceu!

    Ela é cortada pelo rio Moldava, e ter um rio cortando a cidade sempre acrescenta um charme a mais... Está aí o rio Sena em Paris para provar essa teoria. O rio promove angulos maravilhosos para fotos e um olhar diferente para a cidade, além de ser sempre uma opção a mais de passeio. Aqui em Praga, uma das pontes sobre o rio, a ponte Carlos,  é sem dúvida uma das maiores atrações da cidade.

Parte da ponte Carlos vista a partir de uma passeio de barco pelo rio Moldava.

    Embora a Republica Tcheca faça parte da União Europeia desde 2004, eles não adotaram o Euro como moeda. O dinheiro local é a Coroa Tcheca (1 coroa tcheca = 0,25 real) e isso torna os preços um pouco mais atrativos para nós turistas.

    A maioria dos passeios pode ser feita a pé, mas Praga tem um sistema muito bom de ônibus e metrô. Além disso é tranquilo usar carro de aplicativo e o Lime, um sistema de bicicletas e patinetes elétricos.

    Diante de tudo isso, só nos resta alguns detalhes para organizae a viagem!

    A melhor época para visitar a cidade seria a primavera ou o outono. No inverno é muito frio e no verão tem muita gente. Disse lá no começo que já estive em Praga muitas vezes e é assustador o aumento do número de turistas (antes da pandemia, claro).

    Não existe voo direto do Brasil para Praga. O mais comum é fazer conexão em Frankfurt ou Munique. Se estiver vindo de Viena, pode usar ônibus ou trem (mais ou menos 4h). O translado do aeroporto para a cidade pode ser feito de ônibus ou metrô, mas na minha atual fase de vida, prefiro contratar um translado próprio.

    Bom, já deu para ver que Praga é um lugar muito interessante para ser visitado. Pretendo contar tudo nos próximos posts.

    

domingo, 11 de julho de 2021

De repente estava na Eslôvenia!

    Acho que não é surpresa para ninguém, que adoro viajar! Também gosto muito de planejar a viagem. Já começo a "viajar" no pensamento, quando escolho o local, o que vou fazer, onde vou ficar e asssim por diante. 

    Porém, estava em uma situação de vida difícil, tinha um congresso para ir e recebi um convite de uma amiga para viajar depois do congresso. Tudo organizado e escolhido; eu só precisava ir. Foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido naquela ocasião, e de repente eu estava num carro alugado indo em direção à Liubliana, sem saber bem o que esperar. 

    A viagem por si só já foi um acontecimento. Saindo de Munique e com uma parada estratégica em Salzburgo (contei no post anterior), fomos cruzando a Austria e suas montanhas. 

Meu trajeto cruzando a Austria para chegar em Liubliana

Cruzando a Austria de carro

Paisagem das montanhas durante o trajeto

    A chegada à Liubliana foi no começo da noite e a estadia lá foi de 3 noites, tempo programado para conhecer a capital da Eslovenia, e também Bled.

    A hospedagem foi no Hotel Nox (Celovska Cesta, 469). Gostei muito da localização. Na avenida de entrada para o centro da cidade, com trasporte público na porta, de fácil acesso às rodovias. Estava fazendo essa viagem de carro, então isso conta. O hotel Nox é um hotel boutique, com 34 quartos, com decoração diferente em cada um, feita por designers eslovenos. Eu fiquei num quarto chamado DANDELION (que significa dente-de-leão). Confortável, com uma decoração bem diferente. Amei a mensagem pintada na parede (veja na foto abaixo)! O café da manhã também era muito bom (esse é sempre um ponto importantíssimo para mim).


Meu quarto no Hotel Nox que se chama Dandelion

    Bom, vamos falar sobre Liubliana! Já existia nessa localização um assentamento romano, mas as primeiras referências à Liubliana datam de 1144, sugerindo uma origem celta, cercada de lendas sobre dragões. Não é a toa que o dragão é o símbolo da cidade. E apesar de ser a capital da Eslovênia, é uma cidade pequena, com uma atmosfera alegre e romântica!

Mapa do centro de Liubliana - a maioria das atrações está dentro do círculo ou seja estão a 5 min a pé da Praça Preseren, o ponto de encontro para conhecer a cidade.

    Ela é cortada pelo rio Liublianica, uma referência para os passeios na cidade. De um lado fica a parte mais moderna com o centro comercial e político e do outro a cidade antiga e o castelo. O rio faz uma curva, e tem suas margens repletas de bares, restaurantes e lojas. De dia é um lugar super animado e cheio de gente e à noite tem um clima romântico com luminárias, mas com muita gente também.

Margem do rio do lado da cidade antiga. Muita gente caminhando, muita gente comendo e se divertindo.

Começando a acender as luminárias para o anoitecer na margem do rio (lado da cidade antiga). Ainda tem muita gente circulando, mas o clima fica mais intimista e romântico. Ao fundo a igreja franciscana e sua pintura cor de rosa.


    Para iniciar o passeio por Liubliana, o local mais indicado que serve de ponto de encontro para os turístas é a Praça Preseren, do lado novo, mas bem na margem do rio Liublianica. Pelo entorno da praça e por toda a cidade velha do outro lado do rio, o trafego de veículos é proíbido. Pode-se usar bicicleta ou carro elétrico, mas a melhor maneira de desbravar a cidade é a pé mesmo. Lembrem: as atrações todas estão no máximo a 5 minutos de caminhada. Vale a pena porque você vai curtindo o clima dessa cidade que é maravilhoso. Para chegar à praça, conheça um pouco os arredores dessa parte mais nova da cidade; também vale a pena! Dá para conhecer por exemplo o Museu Nacional da Eslovenia, o Museu de Arte Moderna e o Parque Tivoli. Talvez esses sejam locais para mais tempo de estadia ou retorno em outra ocasião porque com certeza você vai se apaixonar e querer voltar! Também é desse lado que estão as lojas maiores e de marcas internacionais.

Edifício todo decorado próximo à praça Preseren.

    Chegando à praça, você vai ver uma grande estátua, do poeta esloveno que dá nome à ela - France Preseren. Nessa praça tambem fica a Igreja Franciscana da Anunciação com sua pintura rosada, visível de vários pontos da cidade.

A estátua do porta além de ponto de encontro funciona como ponte de descanso também!

Igreja Franciscana da Anunciação na Praça Preseren.

Detalhe da fachada da Igreja.

    A praça fica na margem do rio e nela fica uma das várias pontes que ligam esse lado à cidade velha. Por ligar à parte mais central da cidade velha, é a mais usada pelos turistas. Ela tem um formato triplo, o nome é Triple Bridge (Tromostovje); na verdade são tres pontes separadas mas com acesso único. A central para veículos (hoje proibidos de circular) e as duas laterais para pedestres.

Ponte tripla - vista de sua parte central mais larga )era para veículos). Ao fundo, o castelo de Liubliana


    Atravessando para o lado mais antigo, a atmosfera dos diversos bares e restaurantes na margem do rio já vai te chamar para uma pausa nos passeios! Um drink num desses bares, é tudo de bom! Eu fui no início de setembro, então estava um clima maravilhoso!
    Nessa margem também existem piers e operadoras com passeios turísticos de barco pelo rio Liublianica. Já que o rio corta a cidade e há várias pontes interessantes para se ver, essa é uma boa pedida, para conhecer a cidade de um angulo diferente. Você compra o ticket, tem um horário certo, e você fica esperando sua vez num dos bares próximos. Eles te chamam na hora, que tal? Eu fiz o passeio, mas confesso que ele foi mais longo do que eu gostaria, indo até uma parte mais longe do centro histórico, que com ida e volta, diminui consideravelmente a animação do passeio. A parte de ver as pontes e saber de suas histórias foi bem boa. Além da Triple Bridge, vimos a ponte dos Açougueiros, que hoje é a ponte dos cadeados do amor, a ponte dos Sapateiros e a ponte do Dragão, símbolo da cidade.
Ponte tripla e a Igreja Franciscana vista no passeio de barco

O visual é muito bonito e o passeio serve para descansar se estiver andando há um tempo pela cidade

Ponte dos Açougueiros vista mais de longe

Vista do Mercado Central durante o passeio de barco.



Passeio de barco pelo rio Liublianica

Detalhe da Ponte do Dragão

A ponte do Dragão liga a parte nova ao Mercado Central, enorme, que vale uma visita e vai desde essas arcadas que aparecem na foto vista do rio até a praça Vodnikov que está bem em frente ao teleférico que leva ao Castelo de Liubliana, outra atração imperdível.

Praça Vodnikov e a feira ao fundo.

    Mas vou falar sobre o castelo mais no final desse post. Outra maneira de chegar ao teleférico é andando pelas ruas do centro velho. Foi o que fiz. Atravessando a Ponte Tripla já conseguimos ver em frente e no alto o castelo, mas tem muita coisa interessante antes de chagar lá. Logo em frente a rua Stritarjeva Ulica (ulica = rua), larga e cheia de movimento; no final a Fonte dos Tres Rios e a praça Mestni. No final da rua e olhando para a fonte, se seguirmos à direita, vamos ver a Prefeitura da cidade, um prédio muito interessante que pode ser visitado e mais adiante as praças Stari e Gornji. Essa é a parte realmente mais velha da cidade, que resistiu ao terremoto de 1895 no dia de Páscoa. O resto foi reconstruido. Voltando para a fonte e seguindo para a esquerda, andando mais um pouco, vamos ver a Catedral de Liubliana à esquerda. Oficialmente é a Igreja de São Nicolau. Tem um lindo interior barroco, mas a maior atração são as portas de bronze. Elas são recentes, de 1996, ano em que a Eslovenia recebeu o papa João Paulo II.  A porta central conta a história da Eslovenia e a lateral tem várias cabeças de bispos da igreja católica esculpidas numa homenagem ao longo tempo do cristianismo nesse país.

rua Stritarjeva com a Fonte dos 3 Rios ao fundo

Recantos da cidade velha
Lateral da Catedral de Liubliana

Detalhe da porta lateral da Catedral

    Andando um pouco mais chegamos na praça Vodnikov, com o mercado de rua e bem próximo, à direita a subida para o castelo. 
    Ele fica numa colina e você pode subir a pé, de carro ou de funicular. Acho essa a melhor opção, porque uma das melhores coisas desse castelo é a vista que temos da cidade e a subida de funicular já vai mostrar como será essa vista. A entrada do castelo + a ida e volta de funicular fica em 13 euros e inclui ainda entrada para a exposição sobre história da Eslovênia, Museu de Marionetes e Torre de obsservação. Estamos falando  castelo, mas na verdade é mais uma fortaleza medieval com torres, rampas e prisões. Muita coisa para ver! Quem viaja com crianças vai gostar muito desse programa.








    
A vista é muito bonita!


Pátio interno do castelo

Logo na entrada do castelo, podemos entrar na lenda e representar o dragão de Liubliana!

  Um detalhe interessante: aqui no castelo fica um restaurante famoso de comida eslovena - GOSTILNA NA GRADU. Eu não experimentei, mas fica a dica.

    Bom, depois de finalizar o passeio com o castelo (muitos começam por ele), só me resta voltar para a margem do rio e curtir o por do sol com musica ao vivo  e um clima romântico!   
Esses artistas de rua e suas músicas resumem bem o clima especial dessa cidade!

   DETALHES IMPORTANTES:
1. Para entrar e circular na Eslovenia de carro, é preciso um selo para colar no vidro chamado VIGNETTE. Custa 15 euros para circular 15 dias. Pode comprar nos postos de gasolina junto à fronteira.
2. Empresa do passeio de barco: LADJA EMONCA BOAT TOUR
3. Para um drink antes do passeio de barco ou no final do dia - SLOVENSKA HISA
4. Para um almoço ou jantar harmonizado com vinho: ZLATA RIBICA.