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domingo, 21 de abril de 2024

O QUE CONHECER DE MONTEVIDÉU DURANTE UM CRUZEIRO

Quando se chega a Montevideu  de navio, o desembarque é super fácil, direto no porto, que fica muito perto da cidade velha, onde estão a maioria dos pontos turísticos da cidade.


No porto de Montevideu o desembarque é bem simples e você já sai muito próximo dos pontos turísticos da parte velha da cidade. Dá para fazer um citytour a pé

A MSC oferece vários passeios programados para os mais variados gostos: tem citytour a pé e de ônibus, com visita a cervejaria, com visita ao estádio de futebol Centenário e com visita à vinícolas. Eu escolhi fazer um citytour pequeno (já estive em Montevideu em 2019) e depois fazer uma degustação na vinícola Bouza. Vale lembrar que é bem fácil fazer o passeio por conta própria sem precisar de assessoria; a única atenção é com o horário de partida do navio. 

Iniciei o passeio indo direto para a Praça Independência, que separa a parte velha (histórica) da parte  nova da cidade. Praça em estilo francês onde se encontram vários prédios históricos no entorno e que possui uma enorme estátua do herói nacional General José Artigas, líder da resistência republicana. A estátua do general em seu cavalo tem 17 metros e abaixo se encontra seu mausoléu que pode ser visitado.

Praça Independência

Praça Independência

Estátua e mausoléu do General Artigas

No entorno da praça está a Casa do Governo, o Palácio Salvo, um edifício da década de 1920 em art déco construído por uma família de comerciantes e a Porta da Cidadela, o que restou da fortaleza construída pelos espanhóis em 1714 para proteger a cidade.

Porta da Cidadela, mantida na Praça Independência

Bem próximo da praça Independência, está o Teatro Solís, lindo, em estilo neoclássico, inaugurado em 1856 e que comporta 1500 pessoas. O nome do teatro homenageia o navegador que descobriu o Rio da Prata, Juan Díaz de Solís.



A segunda parada do citytour foi no parque Batlle, uma área verde da cidade, que abriga o famoso Estádio Centenário, para muitos uma parada obrigatória em Montevidéu. Eu fui conhecer, bem pertinho, o monumento nacional La Carreta. Monumento em bronze feito pelo escultor José Belloni, em homenagem aos camponeses, base da população uruguaia (chamados gaúchos, assim como no vizinho sul do Brasil), e seu meio de transporte, o carro de bois. Muito legal os detalhes e expressões que o artista conseguiu.

A expressão de sofrimento dos bois está muito bem representada.

O monumento numa visão geral

O gaúcho bem representado

Do parque nos dirigimos à vinícola, para uma visita e degustação de vinhos. Fomos conhecer a Vinícola (bodega em espanhol) Bouza. Um lugar lindo! Visitamos os vinhedos, vimos uma parcela com uva Tannat no ponto de ser colhida, fomos ver o armazenamento nas barricas de madeira e aço inox e finalizamos com uma degustação de 4 vinhos com dicas de harmonização com queijos e frios. Ah! E ainda apreciamos uma exposição de carros antigos!

Parcela (divisão da terra para o plantio de um tipo de uva) de uva Tannat. Observa-se algumas uvas no solo. Isso é proposital, para concentrar o sabor

Muito lindo ver a uva assim em natura!

Detalhe do armazenamento em barrica

Degustamos 4 vinhos:
1. BOUZA CHARDONNAY
2. PINOT NOIR PAN DE AZUCAR que é feito de uvas de um só vinhedo
3. MONTE VIDE EU - um vinho de corte com uvas Tannat (no mínimo 50%), Merlot e Tempranillo feito em homenagem à cidade de Montevidéu.
4. TANNAT PARCELA UNICA - vinho feito de uma única parcela de uvas de qualidade excepcional. São feitas apenas 300 garrafas. 
O vinho que eu mais gostei, eu trouxe uma garrafa. No final da postagem eu digo qual foi.

Ainda deu tempo de voltar ao navio e sair de novo para passear pelo Mercado Del Puerto, que fica a uma quadra do porto (o nome já indica). Visitar os mercados locais é sempre uma experiência boa, que mostra bem o espírito local. Aqui nesse mercado é lugar para comer uma boa parrilla, comprar doce de leite (há quem diga que é melhor que o argentino) e também bastante artesanato local. Foi fechar a visita à Montevidéu com chave de ouro!

E para finalizar fica a dica do vinho da Bodega Bouza que eu escolhi:





sábado, 30 de março de 2024

CONHECENDO PUNTA DEL ESTE

Estive no Uruguai em 2019, quando conheci Montevideo e Colônia do Sacramento. 

Esse ano, 2024, fiz um cruzeiro e Punta del Este foi minha primeira parada. Foi uma visita rápida de meio dia, que deixou um gostinho de quero mais. Deu muita vontade de passar uma temporada de férias lá. 

Punta é uma cidade balneário, situada a 120 Km de Montevideo e fica na extremidade oriental do Uruguai numa península, considerada o limite geográfico entre o Oceano Atlântico e a foz do Rio da Prata. Essa localização numa península faz com que a cidade tenha muitas praias, um por do sol maravilhoso e famoso, atraindo muito turistas na época de temporada, entre Natal e Carnaval. Para os turistas a cidade oferece muitos restaurantes, bares, cassinos, museus e uma vida noturna animada.  Por isso ter dito que fiquei com vontade de voltar, depois dessa minha primeira visita. Um ponto importante: tem que ser no período de temporada mesmo, porque fora dela tem sempre um vento muito frio e a água é gelada.

O porto não é suficientemente grande para nosso navio, então para chegar tivemos que sair do navio, parado próximo, para uma embarcação menor e assim chegar à cidade e desembarcar em um pier.

Ver o navio dessa perspectiva, estando num barco menor, dá uma dimensão melhor do tamanho que ele é. Impressiona!

O pier está localizado próximo à ponta da península, onde está o Enjoy Punta del Este Cassino & Resort (antigo Conrad). É onde fica a região central da cidade, por onde comecei minha visita. Fui conhecer a parte antiga na praça do Farol, onde há obviamente um farol, construído em 1860, uma estação metereológica e a igreja de Nossa Senhora da Candelária, padroeira de Punta.

A igreja da Nossa Senhora da Candelária está ao fundo pintada de azul.

Depois de conhecer o centro histórico, fiz um tour pela faixa beira-mar, do lado banhado pelo Atlântico, passando pela Praia dos Ingleses, Praia El Emir e Praia Brava, onde fica um cartão postal de Punta del Leste: a escultura do chileno Mario Irarrazabal, La Mano. Sabe a foto de cartão postal que você pensa reproduzir? Esquece! Muita gente no entorno! Tirar uma foto sozinha só se for bem cedinho, quando os turistas ainda estão dormindo, já que a vida noturna é bem animada!

Praia dos Ingleses

La Mano: tentando fugir da multidão

La Mano

Seguindo pela praia Brava, fomos até o limite de município, no Arroio (riacho) Maldonado, onde há uma ponte que liga Punta com La Barra. É uma ponte ondulada! Realização do engenheiro Leonel Vieira (que dá nome à ponte) em 1965.

Ponte Leonel Vieira - passar pelas ondulações deve dar um "frio na barriga"!

Parque  na margem do arroio Maldonado

Prosseguindo, cruzamos a península pelos bairros de Beverly Hills e Bosque, onde as casas de veraneio são enormes, lindas e sem muros, para chegar em Punta Ballena, localizada na parte do litoral banhado pelo estuário do rio da Prata, a 13 Km de Punta del Este. Nesse ponto de beleza ímpar, o artista Carlos Páez Vilaró (1923-2014) construiu sua casa e estúdio, de forma a ser uma "escultura habitável". Conhecida como Casa Pueblo, foi sendo construída por décadas, moldada a um rochedo à beira-mar. Parece que estamos em uma ilha grega, mas Vilaró gostava de dizer que sua inspiração foram as casas do joão-de-barro! Hoje abriga um hotel, museu, galeria, restaurante, cafeteria. O ingresso básico para a visita custa em torno de 70 reais.
Apesar do museu e da exposição das obras de Vilaró serem muito interessantes, apesar da cafeteria ser aconchegante, todos querem estar na Casa Pueblo para ver o por do sol! 







Mesmo não sendo a hora do por do sol propriamente dito já estava lindo e provavelmente ficaria espetacular!


Retornamos para Punta pela orla, vislumbrando a Praia Mansa, até chegarmos novamente ao pier e podermos novamente embarcar em nosa "casa flutuante" temporária, o MSC Preziosa.