quarta-feira, 22 de maio de 2024

AS SURPRESAS DE CONHECER CARTAGENA (REGIÃO DE MURCIA, ESPANHA)

Confesso que só conhecia a cidade de Cartagena na Colombia. Quando fui organizar minha viagem pelo sul da Espanha, partindo de Barcelona onde estava num congresso, indo até a Andaluzia, precisava de paradas estratégicas nesse trajeto. Uma dessa paradas foi em Valência, como já descrevi em outro post. A seguinte foi em Cartagena.

É uma cidade portuária e base naval da região de Múrcia. Foi fundada pelos cartagineses mais ou menos em 220 a.C., com o nome de Cartago Nova. Era um porto movimentado e importante na época dos romanos e foi justamente a possibilidade de ver evidências dessa civilização que me fez escolher ficar aqui.

O que você acha de conhecer um teatro romano bem no centro da cidade? Pois é, eu cheguei com a expectativa lá em cima. 

Cheguei à Cartagena de carro, vindo de Valência. São 270 Km. Fiquei hospedada por 1 noite no Hotel Los Habaneros (Calle de San Diego, 60). O hotel tinha uma localização boa, bem fácil de chegar de carro, e próximo do centro da cidade e suas atrações turísticas (dava para ir à pé), mas pela primeira vez me decepcionei com um hotel escolhido: instalações antigas e sem conforto; quarto escuro, pequeno, cama e banheiros ruins.

Quarto ruim, o jeito é sair logo para passear e conhecer a cidade.  E veio mais uma surpresa: estava na hora da siesta, muita coisa fechada por isso, mas também muitos prédios abandonados, dando uma sensação estranha. Só melhorou quando chegamos à Praça São Sebastião, já próximo à orla. Aqui sim os prédios lindos estão conservados e a avenida a beira-mar toda reformulada. 


Uma das fachadas do Palácio Consistorial na Plaza del Ajuntamiento

Calçadão para chegar à beira-mar

Estátua do "Marinero de Reemplazo" (marinheiro substituto) em homenagem aos soldados que vêm para Cartagena para o serviço militar na base naval




Deu tempo de visitar o Museu do Teatro Romano e fazer um citytour, que ajudaram a tirar a má impressão.

O citytour eu fiz naqueles ônibus de dois andares (Hop-on Hop-off). Custou 7 Euros e o passeio direto sem paradas dura cerca de 45 minutos. Passamos pela cidade antiga que além dos prédios lindos próximos à beira-mar, tem muralhas preservadas e restos arqueológicos na ocupação romana. Uma dessas ruínas é de um anfiteatro construído em na cidade romana de Cartago Nova, aproveitando um desnível do Cerro de La Concepcion. Tinha forma elíptica, abrigava entre 10 e 11 mil pessoas e sobre suas ruínas foi construída a Plaza de Toros de Cartagena. Passamos pelo prédio lindo do Museu Arqueológico Subaquático, próximo ao porto no chamado Passeio Marítimo e também pelo centro comercial (parte mais nova da cidade). Na parte final o ônibus nos leva para conhecer áreas de mirante para visualizar a baía, o farol, as baterias de proteção e as praias mais próximas da cidade. 







Por fim, fomos conhecer o teatro Romano, o real motivo da visita à cidade. É um teatro construído no final do século I a.C., época do Imperador Augusto, com capacidade para 6.000 pessoas. Ele foi descoberto por acaso, num espaço que por séculos teve usos diversos, sem nenhuma indicação de que houvesse algo soterrado. Foi um complexo comercial no século V, época bizantina; teve vários edifícios construídos na ocupação islâmica e foi um bairro populoso após a reconquista, inclusive com a construção da Igreja de Santa Maria. Atualmente o teatro está aberto para visitação, num complexo que inclui a igreja e um museu no edifício próximo, o Palácio Riquelme. A entrada desse "complexo" é pelo museu e custa 6 Euros.

Museu do Teatro Romano

Passagem para o teatro




O dia acabou comendo tapas e bebendo vinho num dos restaurantes da Praça Cavite.

No dia seguinte, já com as malas no carro, fizemos mais um tour pelas praias próximas antes de voltarmos para a estrada rumo à próxima parada: Granada!







 



domingo, 21 de abril de 2024

O QUE CONHECER DE MONTEVIDÉU DURANTE UM CRUZEIRO

Quando se chega a Montevideu  de navio, o desembarque é super fácil, direto no porto, que fica muito perto da cidade velha, onde estão a maioria dos pontos turísticos da cidade.


No porto de Montevideu o desembarque é bem simples e você já sai muito próximo dos pontos turísticos da parte velha da cidade. Dá para fazer um citytour a pé

A MSC oferece vários passeios programados para os mais variados gostos: tem citytour a pé e de ônibus, com visita a cervejaria, com visita ao estádio de futebol Centenário e com visita à vinícolas. Eu escolhi fazer um citytour pequeno (já estive em Montevideu em 2019) e depois fazer uma degustação na vinícola Bouza. Vale lembrar que é bem fácil fazer o passeio por conta própria sem precisar de assessoria; a única atenção é com o horário de partida do navio. 

Iniciei o passeio indo direto para a Praça Independência, que separa a parte velha (histórica) da parte  nova da cidade. Praça em estilo francês onde se encontram vários prédios históricos no entorno e que possui uma enorme estátua do herói nacional General José Artigas, líder da resistência republicana. A estátua do general em seu cavalo tem 17 metros e abaixo se encontra seu mausoléu que pode ser visitado.

Praça Independência

Praça Independência

Estátua e mausoléu do General Artigas

No entorno da praça está a Casa do Governo, o Palácio Salvo, um edifício da década de 1920 em art déco construído por uma família de comerciantes e a Porta da Cidadela, o que restou da fortaleza construída pelos espanhóis em 1714 para proteger a cidade.

Porta da Cidadela, mantida na Praça Independência

Bem próximo da praça Independência, está o Teatro Solís, lindo, em estilo neoclássico, inaugurado em 1856 e que comporta 1500 pessoas. O nome do teatro homenageia o navegador que descobriu o Rio da Prata, Juan Díaz de Solís.



A segunda parada do citytour foi no parque Batlle, uma área verde da cidade, que abriga o famoso Estádio Centenário, para muitos uma parada obrigatória em Montevidéu. Eu fui conhecer, bem pertinho, o monumento nacional La Carreta. Monumento em bronze feito pelo escultor José Belloni, em homenagem aos camponeses, base da população uruguaia (chamados gaúchos, assim como no vizinho sul do Brasil), e seu meio de transporte, o carro de bois. Muito legal os detalhes e expressões que o artista conseguiu.

A expressão de sofrimento dos bois está muito bem representada.

O monumento numa visão geral

O gaúcho bem representado

Do parque nos dirigimos à vinícola, para uma visita e degustação de vinhos. Fomos conhecer a Vinícola (bodega em espanhol) Bouza. Um lugar lindo! Visitamos os vinhedos, vimos uma parcela com uva Tannat no ponto de ser colhida, fomos ver o armazenamento nas barricas de madeira e aço inox e finalizamos com uma degustação de 4 vinhos com dicas de harmonização com queijos e frios. Ah! E ainda apreciamos uma exposição de carros antigos!

Parcela (divisão da terra para o plantio de um tipo de uva) de uva Tannat. Observa-se algumas uvas no solo. Isso é proposital, para concentrar o sabor

Muito lindo ver a uva assim em natura!

Detalhe do armazenamento em barrica

Degustamos 4 vinhos:
1. BOUZA CHARDONNAY
2. PINOT NOIR PAN DE AZUCAR que é feito de uvas de um só vinhedo
3. MONTE VIDE EU - um vinho de corte com uvas Tannat (no mínimo 50%), Merlot e Tempranillo feito em homenagem à cidade de Montevidéu.
4. TANNAT PARCELA UNICA - vinho feito de uma única parcela de uvas de qualidade excepcional. São feitas apenas 300 garrafas. 
O vinho que eu mais gostei, eu trouxe uma garrafa. No final da postagem eu digo qual foi.

Ainda deu tempo de voltar ao navio e sair de novo para passear pelo Mercado Del Puerto, que fica a uma quadra do porto (o nome já indica). Visitar os mercados locais é sempre uma experiência boa, que mostra bem o espírito local. Aqui nesse mercado é lugar para comer uma boa parrilla, comprar doce de leite (há quem diga que é melhor que o argentino) e também bastante artesanato local. Foi fechar a visita à Montevidéu com chave de ouro!

E para finalizar fica a dica do vinho da Bodega Bouza que eu escolhi:





sábado, 30 de março de 2024

CONHECENDO PUNTA DEL ESTE

Estive no Uruguai em 2019, quando conheci Montevideo e Colônia do Sacramento. 

Esse ano, 2024, fiz um cruzeiro e Punta del Este foi minha primeira parada. Foi uma visita rápida de meio dia, que deixou um gostinho de quero mais. Deu muita vontade de passar uma temporada de férias lá. 

Punta é uma cidade balneário, situada a 120 Km de Montevideo e fica na extremidade oriental do Uruguai numa península, considerada o limite geográfico entre o Oceano Atlântico e a foz do Rio da Prata. Essa localização numa península faz com que a cidade tenha muitas praias, um por do sol maravilhoso e famoso, atraindo muito turistas na época de temporada, entre Natal e Carnaval. Para os turistas a cidade oferece muitos restaurantes, bares, cassinos, museus e uma vida noturna animada.  Por isso ter dito que fiquei com vontade de voltar, depois dessa minha primeira visita. Um ponto importante: tem que ser no período de temporada mesmo, porque fora dela tem sempre um vento muito frio e a água é gelada.

O porto não é suficientemente grande para nosso navio, então para chegar tivemos que sair do navio, parado próximo, para uma embarcação menor e assim chegar à cidade e desembarcar em um pier.

Ver o navio dessa perspectiva, estando num barco menor, dá uma dimensão melhor do tamanho que ele é. Impressiona!

O pier está localizado próximo à ponta da península, onde está o Enjoy Punta del Este Cassino & Resort (antigo Conrad). É onde fica a região central da cidade, por onde comecei minha visita. Fui conhecer a parte antiga na praça do Farol, onde há obviamente um farol, construído em 1860, uma estação metereológica e a igreja de Nossa Senhora da Candelária, padroeira de Punta.

A igreja da Nossa Senhora da Candelária está ao fundo pintada de azul.

Depois de conhecer o centro histórico, fiz um tour pela faixa beira-mar, do lado banhado pelo Atlântico, passando pela Praia dos Ingleses, Praia El Emir e Praia Brava, onde fica um cartão postal de Punta del Leste: a escultura do chileno Mario Irarrazabal, La Mano. Sabe a foto de cartão postal que você pensa reproduzir? Esquece! Muita gente no entorno! Tirar uma foto sozinha só se for bem cedinho, quando os turistas ainda estão dormindo, já que a vida noturna é bem animada!

Praia dos Ingleses

La Mano: tentando fugir da multidão

La Mano

Seguindo pela praia Brava, fomos até o limite de município, no Arroio (riacho) Maldonado, onde há uma ponte que liga Punta com La Barra. É uma ponte ondulada! Realização do engenheiro Leonel Vieira (que dá nome à ponte) em 1965.

Ponte Leonel Vieira - passar pelas ondulações deve dar um "frio na barriga"!

Parque  na margem do arroio Maldonado

Prosseguindo, cruzamos a península pelos bairros de Beverly Hills e Bosque, onde as casas de veraneio são enormes, lindas e sem muros, para chegar em Punta Ballena, localizada na parte do litoral banhado pelo estuário do rio da Prata, a 13 Km de Punta del Este. Nesse ponto de beleza ímpar, o artista Carlos Páez Vilaró (1923-2014) construiu sua casa e estúdio, de forma a ser uma "escultura habitável". Conhecida como Casa Pueblo, foi sendo construída por décadas, moldada a um rochedo à beira-mar. Parece que estamos em uma ilha grega, mas Vilaró gostava de dizer que sua inspiração foram as casas do joão-de-barro! Hoje abriga um hotel, museu, galeria, restaurante, cafeteria. O ingresso básico para a visita custa em torno de 70 reais.
Apesar do museu e da exposição das obras de Vilaró serem muito interessantes, apesar da cafeteria ser aconchegante, todos querem estar na Casa Pueblo para ver o por do sol! 







Mesmo não sendo a hora do por do sol propriamente dito já estava lindo e provavelmente ficaria espetacular!


Retornamos para Punta pela orla, vislumbrando a Praia Mansa, até chegarmos novamente ao pier e podermos novamente embarcar em nosa "casa flutuante" temporária, o MSC Preziosa.


sábado, 9 de março de 2024

MINHA PRIMEIRA VEZ NUM CRUZEIRO - DICAS PARA QUEM QUER FAZER ESSE TIPO DE VIAGEM

Depois de anos viajando, me dei conta de que nunca havia feito uma viagem de navio. Por que? Não sei!

Falta de oportunidade, desinteresse, sei lá... Eu tinha curiosidade, mas nunca fui ativamente atrás de marcar uma.

Dessa vez não foi diferente. Não fui eu que escolhi essa viagem, mas fui convidada e resolvi aceitar. 

Fiz a viagem em janeiro de 2024, para comemorar o dom da vida (faço aniversário em janeiro) e minha saúde (fiz uma cirurgia grande ano passado).

O passeio foi organizado por uma agencia de turismo em Guaratinguetá, minha cidade natal, a Rocco Turismo. Foi importante essa assessoria porque facilitou o trâmite da reserva e me deu dicas muito importantes, que vou compartilhar com vocês.

Fiz o passeio no navio da linha MSC, o Preziosa, no roteiro para a Argentina e Uruguai, com paradas em Buenos Aires, Montevideo, Punta del Leste. A duração foi de uma semana.

DICA 1: após a reserva efetivada, a MSC vai te oferecer vários serviços que precisam de um pagamento extra. Sua reserva inclui acomodação, refeição, mas não inclui BEBIDAS, por exemplo. Então há várias opções de pacotes de bebida alcoólicas e não alcoólicas que você pode adquirir. Importante fazer isso com antecedência; facilita muito sua vida. Eu adquiri um pacote básico (EASY) e foi o suficiente. Outro serviço importante já adquirir é o de INTERNET. No navio, em alto mar, sua internet de operadora não vai funcionar! É importante adquirir um pacote de internet. Aqui também existem várias opções, se você quer estar conectado para mensagens e e-mails ou para vídeos e "lives". Há ainda pacotes para fotos e spa. Antes da viagem ainda, você pode adquirir passeios nos locais onde há desembarque e também já deixar agendado e pago. Há uma lista grande de opções pra escolher.

O embarque é feito no porto de Santos, a partir de 11h e o navio sai do cais por volta de 18h. 

DICA 2: Tem muita gente e é demorado, então melhor chegar cedo. 

Eu cheguei por volta das 11h mas só entrei no navio depois das 13h. Você tem que despachar a mala, receber uma senha para o check in, fazer esse check in, onde você é fotografado, registrado e recebe um cartão para uso no navio. Esse cartão é sua identidade, chave e cartão de crédito dentro do navio. 

Depois você é transportado e recebido no interior do navio (mais fila). Nessa recepção, seu documento de identidade (nessa viagem no Mercosul pode ser passaporte ou RG) vai ficar retido no navio até a véspera do desembarque. Por conta disso, vem a dica 2:

DICA 3: leve o passaporte (se tiver) e o RG; assim um documento fica retido no navio e o outro você usa nos passeios fora do navio, por segurança.

Agora você já pode procurar sua cabine e se instalar! Minha cabine era bem confortável, com varanda. Recomendo! 

Direto da minha cabine no deck 13 do MSC Preziosa ainda no porto de Santos

Foi a hora de sair, na varanda, ver o mar e o porto (ainda não zarpamos) e depois explorar um pouco o navio. Fomos ao restaurante/buffet 24h para almoçar, e depois, saimos para explorar a área das piscinas e decks. Tanto esse restaurante como as piscinas e decks superiores, estavam lotados! Imaginem que todo mundo que entrou no navio, e o Preziosa comporta mais de 4.000 pessoas, querem comer e conhecer o navio.

DICA 4: não se assuste com a quantidade de gente e agitação. Logo as pessoas se dispersam mais, e passam a ter horários diferentes para fazer as coisas.

O navio zarpou por volta das 18h, foi bonito ver a partida! Depois disso, foi hora de se arrumar para o jantar, que tem 2 horários fixos e você também escolhe com antecedência qual vai querer. Pode ser as 19:30h ou 21:45h. Eu escolhi o primeiro. 

DICA 5: depois de um dia longo você vai querer tomar um banho e se arrumar para jantar. O problema é que a sua mala pode ainda não ter chegado à cabine. Essa entrega é um processo bem demorado, então leve uma mala de mão, com o que vai precisar nesse primeiro dia. Facilita bastante e evita estresse.

O jantar é bastante agradável, e depois disso ainda há dezenas de atividades pra escolher: teatro, piano bar, lojas. 
Use esse primeiro dia para se localizar no interior do navio (todo deck tem uma planta do navio para que você sempre se localize; acredite a gente se "perde" bastante). 
Agora é dormir e se preparar para o primeiro dia de navegação.

DICA 6: quando você chega na sua cabine à noite, vai encontrar um informativo do navio com eventos, promoções e uma lista das atividades para o próximo dia, com horário e localização. Como é muita coisa, sempre é bom ler e já separar o que vai querer fazer.

Bem, o primeiro dia é sempre cansativo, mas repleto de novidades, risadas e histórias pra contar depois. Daqui em diante é só aproveitar! 

O mar é lindo de todos os ângulos e em todos os momentos do dia e da noite

Uma última dica: o navio é grande, estável, mas ainda assim, balança! Se mais ou menos depende da previsão do tempo. Se você enjoa, não esqueça de levar medicação e não espere ter mal-estar ou o navio aumentar o balanço para tomar. 




segunda-feira, 1 de maio de 2023

5 COISAS PARA FAZER EM VALÊNCIA - ESPANHA

  Nesse meu roteiro pelo sul da Espanha, a primeira cidade que visitei foi Valencia. Cidade litorânea, multicultural, fundada pelos romanos, e terceira maior da Espanha. 

  É uma mistura fantástica do antigo, com seu lindo centro histórico e do moderno e somado a isso, todas as características de uma cidade de praia. Esse detalhe da praia, nos faz pensar que os meses de verão são os melhores para conhecer a cidade.

  E onde ficar, com tantas "Valencias" diferentes? Minha escolha foi ficar num hotel da rede Barcelò (Avenida Francia, 11), bem próximo da Cidade das Artes e das Ciencias. Região mais moderna da cidade, com muitas lojas, restaurantes e serviços bem próximos. Dá para ir a pé ao jardim do Turia e à cidade das Artes e tem acesso muito fácil tanto para as praias como para o Centro Histórico.

  Fiquei em Valencia por 3 dias (2 noites) e vou resumir aqui as 5 coisas mais importantes que fiz nesse tempo e recomendo:

1. Visitar a Cidade das Artes e das Ciencias:


A cidade das Artes e das Ciencias é um complexo com vários museus e paisagens incríveis. É obra do arquiteto Santiago Calatrava que é de Valência

  
  Inaugurado em 1998, é um complexo de edifícios, praças e jardins com museus, salas de apresentação, restaurante. Tem bastante opção de passeio, e se quiser ver tudo, vai precisar de mais de um dia! Indico selecionar as atrações que mais te atraem para racionalizar seu tempo. Só um passeio no entorno desse espelho d'água já é muito legal.

  Bem próxima está uma parte dos Jardins do Turia.  Foram feitos no final do século XX, formando um parque linear de quase 9 Km, que ocupa o leito seco do rio Turia, desviado por conta de inundações. Plantas diversas, lagos e áreas para vários esportes ao ar livre ocupam o parque. Chega até o centro histórico da cidade. As antigas pontes sobre o rio também são pontos de interesse.


2. Conhecer a Catedral de Valência e o Santo Graal

Na Catedral de Valencia existe um cálice exposto, considerado o Santo Graal. Não sabia! Foi uma suspresa e tanto.

  Valencia é um dos assentamentos mais antigos da Europa, e muitas evidências de todas as épocas antecedentes. Ruas estreitas da época medieval, partes da antiga muralha como a Porta dos Serrans, e até restos arqueológicos da cidade romana de VALENTIA EDETANORUM, descobertos quando da ampliação da catedral de Valencia, e que hoje estão no Museu Arqueológico de L'Amoina.

  Falando na Catedral de Valência, ela domina o centro histórico. Começou a ser construída em 1262 e foi sendo remodelada e aumentada. Com isso ela tem vários estilos arquitetônicos. No geral , o estilo é gótico, mas restam evidencias de estilos diferentes. Isso fica bem evidente nas portas da Catedral: a porta de ferro é barroca, a porta dos apóstulos é gótica e a porta do palácio de L'Almoina é românica. O edifício é grande, imponente e cercado pelas praças da Mãe de Deus e da Rainha e belíssimo por dentro e por fora.

  Só quando cheguei para conhecer a catedral descobri que esse templo lindíssimo abriga um cálice que foi reconhecido pelo Vaticano como sendo provavelmente (ou não se pode descartar que seja) o Santo Graal! Imagina isso! (santo graal em Valencia)
Um ultimo detalhe aqui: visitei Valencia no começo de setembro, mas o calor era intenso. Andar pelo centro histórico merece muita hidratação!

            
3. Comer a paella valenciana

A paella valenciana difere daquela conhecida com frutos do mar, por usar coelho, frango e açafrão no arroz. Ah e o arroz tem que ficar bem tostadinho (sucarrat).


  A paella, prato típico espanhol hoje em dia, teve origem com os camponeses da região de Albufera, província de Valencia. "Paella" é o nome da panela onde o prato é feito: rasa, larga, com alças e fundo plano.

  Como é um prato de camponeses, os ingredientes tradicionais são: arroz bomba, tomate, feijão, vagem, coelho, frango, azeite de oliva, sal, açafrão e alecrim.  O formato da panela propicia que o arroz do fundo da panela fique tostado e caramelizado, o chamado sucarrat.

  Onde comer? Praticamente em todos os restaurantes da cidade, com algumas variações.


 4. Conhecer um beach club

Como cidade litirânea, Valencia tem mais de 300 dias ensolarados no ano!

          
  Como Valencia é uma cidade litorânea, quente e ensolarada, faz parte da visita conhecer e curtir praia. As praias de Las Arenas e Malvarrosa estão cerca de 7 Km do centro da cidade, e contam com 1 km/1,5 Km de areia, e boa infraestrutura de lojas e restaurantes. Ao invés de ir direto para a praia, minha opção nessa viagem foi visitar o Parque da Marina ( o visual é muito bonito) e o Marina Beach Club. Nunca tinha ido a um lugar com essa estrutura, e ainda por cima o restaurante é ótimo!

        
5. Experimentar a orchata/horchata (espanhol)/orxata (catalão)

Com todo o calor de Valencia, uma bebida geladinha é ótimo! Não deixe de experimentar a orchata


  A orchata é uma bebida típica da região de Valencia, feita com a junça (chufa em espanhol), que é um tubérculo. Tem denominação de origem protegida.

  É sempre servida bem gelada, então é muito refrescante para tomar enquanto passeia pela cidade. É bem docinha e muito saborosa! Além disso, a junça é rica em vários nutrientesw com fósforo, cálcio, magnésio e ferro.

  Existem várias orchaterias na cidade como a Horchateria de Santa Catalina, mas você também encontramuitos carrinhos vendendo na rua e te salvando naquela hora que o calor da cidade aperta. Eu adorei!!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

ROTEIRO PELO SUL DA ESPANHA

 

     Em setembro de 2022 fiz uma viagem para Espanha. Foi uma viagem onde mesclei trabalho e lazer, o que aliás faço com bastante frequencia.

     Iniciei em Barcelona onde participei de um congresso médico. Meu tempo de estadia em Barcelona, cidade que já conheço, foi para estudo, mas se for apenas para turismo, recomendo que esses 4 dias sejam o mínimo para conhecer essa cidade espetacular. Já falei bastante sobre ela em outras postagens, vou deixar aqui o link (QUANTOS DIAS PARA CONHECER BARCELONA). Nesses posts falo em 3 dias para conhecer o básico, mas se puder ficar mais eu recomendo.

     Nessa minha estada em Barcelona o que fiz de novidade foi conhecer a região do Monte Tibidabo, com uma vista linda da cidade, que você pode apreciar de mirantes, dos brinquedos de um parque de diversões que existe ali ou de restaurantes bem interessantes, com vista panorâmica. Ir ao Tibidabo para almoçar ou jantar em um desses restaurantes é um programa que vale a pena.

MIRABLAU - Plaça del Doctor Andreu, s/n

MIRABÈ - Carrer Manoel Arnús, 2

    Para o restante da viagem, foi importante um planejamento. Determinar que lugares gostaria de conhecer, pesquisar distâncias, o que fazer em cada lugar para determinar o tempo de estadia e qual a melhor maneira de deslocamento. 

       O resultado desse planejamento está na figura no início do post.

     A opção foi pelo deslocamento com carro alugado, pela autonomia de horário e pela possibilidade de apreciar paisagens litorâneas muito bonitas. Alugar um carro é simples e pode ser feito antes mesmo da viagem e não é necessária carteira internacional. Só mudei para viagem de trem no braço final pela distância a ser percorrida e também por entender que para deslocamento em Madri, não seria necessário o carro.

      Primeiro trecho: Barcelona - Valência

Trecho mais longo, mas em início de viagem é mais fácil de fazer. São 350 Km de distância.

Saí de Barcelona no meio da manhã e fizemos uma parada para almoço de forma totalmente aleatória no caminho.  Essa parada aleatória foi na cidade litorânea, na Costa Dourada, de L'Ametlla de Mar. Uma cidade pequena, litorânea, destino turistico para férias e esportes nauticos. Almoçamos num restaurante à beira-mar e seguimos viagem.

Fiquei em Valencia por 2 dias.

     Segundo Trecho: Valencia - Cartagena

Um trecho um pouco mais curto, de 270 Km. Nesse dia só fiz um lanche num posto de conveniencia na estrada.

Fiquei em Cartagena por 1 dia.

      Terceiro trecho: Cartagena - Granada

São 300 Km, saindo do litoral e adentrando a Andaluzia. Nesse trecho fizemos novamente uma parada aleatória para almoço, numa cidade pequena chamada Vèlez-Rubio. Além do almoço, foi uma delícia presenciar o estilo de vida tranquilo, a arquitetura linda da Iglesia de La Encarnacion. Foi uma grata surpresa!

Fiquei em Granada por 2 dias.

     Quarto trecho: Granada - Sevilha

Esses 250 Km foram feitos direto, sem paradas, para chegarmos logo em Sevilha, pela grande expectativa de tudo que veríamos por lá.

Fiquei em Sevilha por 2 dias.

      Último trecho: Sevilha - Madri

Trecho realizado de trem, chegando em Madri pela estação Atocha.

Fiquei em Madri 3 dias, 


      Foi um roteiro lindo, o tempo de estada em cada lugar foi suficiencte, mas o que aconteceu em cada trecho, vou contando depois.