quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Qual o segredo do sucesso de Praga?

     Praga é uma cidade que já visitei várias vezes! Fui no verão e no outono, quase inverno. Já fui em grupo de turismo e com grupo de amigos. Já fui fazer um day tour e tambem já me hospedei lá, ficando fora do centro centro histórico, ou perto da praça Wenceslau e no miolo da cidade velha! Em todas as vezes, de qualquer maneira, foi uma experiencia incrível!

    Mas o que Praga tem de tão especial? O que fez com que se tornasse uma das 10 cidades mais visitadas da Europa?

    Tento responder aqui no post mas já adianto que provavelmente vão faltar motivos. Cada um pode ter o seu pessoal que torna Praga tão interessante. Você que está lendo pode me ajudar dando sua opinião.

    Um primeiro ponto pode estar embutido no apelido de Praga: "cidade dos 100 pináculos"! A cidade tem uma mistura arquitetônica original e linda, com uma mistura de prédios barrocos, góticos e medievais.

Praga e suas torres e telhados originais

    Todos esses exemplos arquitetônicos estão muito bem conservados! Foi uma grande surpresa para o chamado mundo ocidental, a beleza conservada de Praga, assim que houve a revolução do leste europeu em 1989, terminando com o modelo soviético de Estados comunistas fechados em um bloco. 
    Aliás, além de ser um dos mais antigos centros urbanos, a história recente de Praga também chama atenção. Coloco essa  "curiosidade" sobre Praga, como outros dos motivos do grande interesse que desperta.

Praga tem uma mistura arquitetônica ímpar e muito bonita!

   Vale um resumo: essa região era parte do todo poderoso Império Austro-hungaro e depois da Primeira Guerra Mundial, fez parte de uma estratégia para unir essas pequenas etnias diferentes mas com alguns pontos comuns entre si. Foi assim que surgiram a Iugoslávia e a Tchecoeslováquia. Após a Segunda Guerra Mundial, houve a ocupação do país pela União Soviética. Com uma breve tentativa de abertura em 1968 (Primavera de Praga), somente em 1989 houve uma revolução no leste europeu terminando com o modelo soviético comunista e em 1992, de forma amigável, houve a separação entre a República Tcheca e a Eslováquia.
    Depois da abertura e da separação a vocação turística de Praga só cresceu!

    Ela é cortada pelo rio Moldava, e ter um rio cortando a cidade sempre acrescenta um charme a mais... Está aí o rio Sena em Paris para provar essa teoria. O rio promove angulos maravilhosos para fotos e um olhar diferente para a cidade, além de ser sempre uma opção a mais de passeio. Aqui em Praga, uma das pontes sobre o rio, a ponte Carlos,  é sem dúvida uma das maiores atrações da cidade.

Parte da ponte Carlos vista a partir de uma passeio de barco pelo rio Moldava.

    Embora a Republica Tcheca faça parte da União Europeia desde 2004, eles não adotaram o Euro como moeda. O dinheiro local é a Coroa Tcheca (1 coroa tcheca = 0,25 real) e isso torna os preços um pouco mais atrativos para nós turistas.

    A maioria dos passeios pode ser feita a pé, mas Praga tem um sistema muito bom de ônibus e metrô. Além disso é tranquilo usar carro de aplicativo e o Lime, um sistema de bicicletas e patinetes elétricos.

    Diante de tudo isso, só nos resta alguns detalhes para organizae a viagem!

    A melhor época para visitar a cidade seria a primavera ou o outono. No inverno é muito frio e no verão tem muita gente. Disse lá no começo que já estive em Praga muitas vezes e é assustador o aumento do número de turistas (antes da pandemia, claro).

    Não existe voo direto do Brasil para Praga. O mais comum é fazer conexão em Frankfurt ou Munique. Se estiver vindo de Viena, pode usar ônibus ou trem (mais ou menos 4h). O translado do aeroporto para a cidade pode ser feito de ônibus ou metrô, mas na minha atual fase de vida, prefiro contratar um translado próprio.

    Bom, já deu para ver que Praga é um lugar muito interessante para ser visitado. Pretendo contar tudo nos próximos posts.

    

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Quando for à Croacia não esqueça de conhecer Zagreb. Parte 2 - CIDADE BAIXA

  Essa parte da cidade é bem diferente esteticamente da cidade alta. Planejada, com prédios de arquitetura característica, mas uma coisa não muda: continuam as histórias!

  A característica mais marcante da cidade baixa é o projeto urbanístico feito para reconstruir a cidade após o terremoto de 1880.

    Foi criada a chamada "Ferradura Verde de Lenuci", uma referência ao urbanista Milan Lenuci que em 1882 criou um corredor verde em forma de U com praças e prédios importantes e um padrão arquitetônico único.

Parte do mapa da cidade de Zagreb mostrando a Ferradura Verde de Lenuci

  Além desse corredor verde, ligando as cidades alta e baixa, bem próximo da praça da Catedral, o Mercado Dolac (adoro mercados!) aberto todos os dias até as 14h e a praça Ban Jalacic, central, ainda na cidade alta, com grande concentração de cafés, restaurantes e hotéis e que preserva a fonte Mandusevac, aquela da história do nome da cidade (está no post anterior). Foi nela que parei depois da conhecer a cidade baixa. Fazendo intercessão com a praça Ban Jalacic, a longa rua Ulica, principal ponto de comércio.

    Conhecer a Cidade Baixa é conhecer a área da ferradura verde, com suas 7 praças e o Jardim Botânico, já que os prédios mais importantes e de destaque também se encontram ao longo dela. Comecei pela praça Zrinski. Linda, com fontes e um relógio metereológico! Ele tem um equipamento de cada um dos 4 lados: indica umidade do ar, temperatura, pressão atmosférica. A praça é lugar de eventos e reunião aos domingos.

Um dos lados do relógio metereológico

Parte da praça Zrinski

    Depois fomos conhecer a praça Kralja Tomislav (rei Tomislav) onde fica a Academia Croata de Ciencias e Arte. A estação de trem e o Museu de Arqueologia ficam bem em frente. Segundo o nosso guia, o parque é o lugar preferido dos casais apaixonados. 
    



A praça é muito bonita!


    Na ferradura verde existe um Jardim Botânico e uma outra praça com o Teatro Nacional Croata. A praça é toda florida! Essa praça por anos levou o nome do marechal Tito, presidente da Republica Socialista Federativa da Iugoslávia entre 1953 e 1980 quando morreu. Após a dissolução da Iugoslávia e a separação da Croacia, Bosnia, Montenegro, croatas tentaram por anos e finalmente conseguiram  trocar o nome da praça para Republica da Croácia. 

    
Praça Republica da Croácia





    Terminei esse passeio jantando na praça Ban Jalacic, um grande ponto de encontro para começo e fim de um dia feliz!

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Quando for à Croácia não esqueça de conhecer Zagreb. Parte 1 - CIDADE ALTA (Gornji Grad)

    Após conhecer a Eslovenia, a próxima parada foi Zagreb, capital da Croácia. Ela fica a 140 Km de Liubliana, numa viagem bem tranquila de carro. Para resumir minha viagem, o itinerário foi: Munique - Salzburgo - Liubliana - Zagreb, retornando à Munique. Nessa vez não conheci a parte litorânea da Croácia, que merece uma viagem maior.

    Antes de falar da cidade e de como foi interessante conhecê-la, vale um alerta. A reserva de hotel foi feita pela internet e pela primeira vez em todas as minhas viagens, foi uma furada. Quando chegamos já era noite, pois optamos por aproveitar uma parte do dia ainda em Liubliana, levamos um susto! A localização e as imagens do descritivo do hotel não davam ideia do que encontramos! Na verdade era uma pousada praticamente embaixo de um viaduto na parte moderna da cidade. Optamos por não ficar e tentamos uma nova reserva num aplicativo. Escolhemos por localização (mais central), disponibilidade (em cima da hora é bem mais difícil) e também pelas fotos das instalações; se estava de acordo com o que queríamos. De novo foi uma decepção! Localização melhor, mas instalações bem abaixo do descrito e fotografado. Nesse momento resolvemos apelar para um hotel de rede hoteleira internacional e conhecida para não ter erro. Já bem tarde chegamos no Sheraton Zagreb Hotel, cansados, mas agora sim bem instalados. Foi o típico "barato que saiu caro", estressou um pouco, mas faz parte. Vira história para contar. No dia seguinte já estávamos prontos e animados para conhecer a cidade.

    A região de Zagreb foi local de assentamentos humanos desde sempre. Ocupação pré-histórica, assentamento romano, invasões otomanas. Na Idade Média a ocupação se concentrava em duas colinas. Em uma delas, Kaptol, ficava um mosteiro religioso e na outra, Gradec, a parte secular fundada pelo rei húngaro Ladislau em 1094. Numa época em que a Hungria foi invadida, o rei se refugiou em Gradec e em agradecimento proclamou-a cidade autônoma. Até hoje, na torre que restou da muralha da cidade um canhão é acionado ao meio-dia diarimente para lembrar desse momento importante. Dá para levar susto se você se distrair.

Mas e o nome Zagreb? Com o crescimento e possibilidade de não depender de muralhas para segurança, a cidade se expandiu para a planície, ao longo do rio Sava. Contam que na praça próxima ao mercado (hoje praça Ban Jalacic), o governador chegou com muita sede e pediu a uma jovem para pegar água na fonte - zagribiti - o que parece ser a origem do nome  

    Já deu para perceber que tem muita história por aqui. A história recente da Croácia e região também é muito rica. Teve até terremoto em 1880 e uma total reconstrução e reestruturação da cidade. Por isso, eu aconselho um city tour guiado. Eu fiz um tour privado, passeando num calhanbeque customizado, com o motorista explicando tudo sobre a história e os monumentos dessa cidade, tanto na parte velha como nova. Foi muito interessante! Aconselho.

Calhambeque customizado para citytour. Eles ficam em frente à Catedral de Zagreb

    Somente por conta da quantidade de informação, vou dividir os posts em dois: Cidade Alta e Cidade Baixa, mas é importante dizer que praticamente é possível fazer tudo num único dia. 

    Comecei meu passeio na colina Kaptol, pela catedral de Zagreb. Linda, com seu estilo neogótico. As torres altas são visíveis de todos os cantos da cidade. Quando estive lá em 2018, a torre esquerda estava sendo restaurada (está em manutenção desde 2011). A igreja é dedicada à Assunção de Nossa Senhora e aos reis Santo Estevão e Santo Ladislau.


Chegando na Cidade Alta e já vislumbrando a Catedral e o Palácio do Arcebispo ao fundo


Vista frontal da catedral de Zagreb no Kaptol 

    A catedral foi contruída no século 12, mas teve sua cúpula e torre do sino destruídas pelo terremoto de 1880. Foi reconstruída no estilo neoclássico atual. Em frente à catedral, na praça, temos um estátua de Maria e 4 anjos dourados. Ao lado o palácio do Arcebispo e uma outra curiosidade: um relógio no muro externo parado no exato horário do terremoto - 7h3min3s

Tentativa de mostrar o interior da Catedral que é mjuito bonito.


Troca da guarda - uniformes croatas do século XVII, usados nessa cerimonia de apelo turistico.

    Logo após nossa chegada na praça, presenciamos uma cerimônia, tipo troca de guarda, com esses guardas uniformizados da foto acima. Como tudo aqui em Zagreb, tem uma história interessante. Essa cerimonia de apelo turístico foi introduzida em 2010 e ocorre todo final de semana. Esses soldados fazem uma homenagem à cavalaria croata, que fez parte do exército frances na Guerra dos 30 anos, no século XVII. A curiosidade da história tem a ver com esses uniformes diferentes. Eles tinham uma echarpe identificando os postos militares. Esse modelo foi copiado pelos franceses e foi assim que surgiu a gravata ou cravat = croata. Esse link abaixo explica com mais detalhes. 

    Foi aqui, na frente da Catedral que contratei o citytour na calhambeque quadriculado. O motorista explicando tudinho nos levou inicialmente para outra colina da Cidade Alta e depois para a parte baixa e mais nova da cidade.

    A próxima parada do tour na colina Gradec era muito esperada, porque lá é que se encontra a igreja com o telhado colorido de cerâmica, cartão-postal da cidade, a Igreja de São Marcos. O telhado famoso tem o brasão da Croácia, Eslavonia e Dalmácia ( o da esquerda) e o brasão da cidade de Zagreb (à direita), que tem o castelo branco.


Já avistando a igeja e morrendo de vontade de chegar perto logo!

Igreja de São Marcos e seu telhado maravilhoso. 

    Na praça onde está a igreja estão também o prédio do Parlamento, e a sede do poder executivo da cidade e do país. 
      Bem perto está um museu que de tão inusitado ficou famoso: Museum of Broken Relationships - Museu das Relações Desfeitas (em tradução livre).


    Também bem próxima (tudo é bem próximo) está a Igreja de Santa Catarina em estilo barroco. E seguindo mais um pouco a Torre Lotrscak, de onde sai o tiro de canhão ao meio-dia. Já falei sobre isso no começo do post. Você também pode subir 300 degraus e ter uma vista linda da cidade. Para uma parada no tour, aqui está um passeio público, com bastante verde, comidas variadas, o Strossmayer. Daqui também se pode conectar o passeio com a cidade baixa, através de um teleférico (o mais curto) ou da Porta de Pedra (Kamenita Vrata), antiga entrada da cidade, remanescente da muralha que foi destruída por um incêndio. Essa parte por ser de pedra resistiu e nela ficou intacta uma imagem de Nossa Senhora, hoje protetora da cidade. A ligação entre o mercado e a Cidade Alta pode ser feita pela rua Radiceva com suas casinhas lindas e a estátua de São Jorge com o dragão morto aos pés.

Igreja de Santa Catarina







Strossmayer - passeio público


    E para finalizar essa parte, fundamental falar sobre a rua Tkalciceva! Essa rua está entre as duas colinas da cidade alta, onde havia um rio, hoje canalizado. Essa é a rua dos bares e restaurantes. Rua movimentada e animada! É o lugar para relaxar, comer, beber vinho ou cerveja e não pode esquecer do café (os croatas adoram!).

Que tal um vinho "da casa"? 

Cada parede uma novidade!





Restaurantes e bares dos dois lados da rua Tkalciceva

    Essa foi uma parada para comer e descansar e terminar o passeio pela cidade alta. Falta ver a cidade baixa, mais nova, que fica para um próximo post.





domingo, 18 de julho de 2021

Bled: quando você entra num cartão postal!

    Já comentei com vocês que ir à Eslovenia inicialmente não foi uma opção minha, mas agradeço sempre a quem teve essa ideia maravilhosa. Como não estudei com antecedência roteiro da viagem, fazendo uma pesquisa rápida já durante a viagem, a imagem que sempre aparece em primeiro lugar é do Lago Bled. Meu Deus, foi paixão à primeira imagem! A vontade de conhecer é instantânea e a julgar pela quantidade de gente que tinha por lá, acho que não fui só eu que sucumbi à imagem clássica do lago, igrejinha e castelo. Um combo perfeito, que faz de Bled a cidade mais visitada da Eslovênia.

O que mais eu fiz em Bled - contemplar a paisagem!

    É uma cidade de vocação turística; um balneário todo voltado para o lazer, com várias atividades ao ar livre, como trilhas, remo, caiaque, SUP. Bled fica a 54 Km de Liubliana, de onde há horários diários de trem (duração de 1:45h) e ônibus (duração de 1:30h). É muito tranquilo para um passeio de 1 dia (ida e volta). Pela proximidade, muitos turistas inclusive optam por fazer a base na Eslovênia em Bled ao invés de Liubliana. Eu estava de carro alugado nessa viagem, com base na capital, então foi assim que me desloquei de Liubliana para Bled para passar o dia. A viagem foi rápida e a estrada ótima!

Não sei se foi por algum erro na programação do GPS, mas sei que chegamos direto na região do camping que existe na margem do lago, e não na cidade de Bled, também na beira do lago mas em outra parte. A chegada nos mostrou uma paisagem apaixonante, tinha bastante gente aproveitando o dia lindo à beira do lago, e já tinha tanta coisa para fazer, que fomos ficando nessa parte do lago e fomos para a cidade mesmo só no final do dia.  

Mapa mostrando a posição do Camp Bled onde cheguei, do Bled Panorama e da cidade onde estão as estações de ônibus e trem

Camp Bled

Mas o que Bled tem de tão especial? Fica na região dos Alpes Julianos que estão lá como uma moldura linda. Tem como ponto principal o lago com água de degelo, o que lhe confere uma gama de tons de verde maravilhosos! Só assim já seria lindo, mas para completar, existe uma ilhota no meio do lago com uma igrejinha linda e um castelo na beira do penhasco! A ilha pode ser visitada somente de barco. O castelo também pode ser visitado e a subida pode ser de carro ou a pé numa trilha que leva uns 25 minutos.



Nessa parte do camping há um recesso com cascalho fazendo as vezes de "praia" e muita gente aproveita o dia de sol. Para preservar o lago, são proibidos barcos com motor à gasolina, mas exixtem vários barquinhos a remo (como na figura acima), inclusive para alugar, além de caiaques e pranchas de stand up.

 

Restaurante com vista panorâmica e ponto de aluguel de caiaques.

  Eu não fui preparada para atividades aquáticas, mas me apaixonei pelas possibilidades de caminhada tanto na beira do lago como por trilhas. Para os passeios se não quiser caminhar há aluguel bicicletas e há tambem um trenzinho que faz o circuito ao redor do lago. Se quiser mais aventura há um tobogã na montanha e também um teleférico. Como não estava preparada para a parte aquática, adorei as caminhadas! Cada passada uma visão mais linda que a outra! Há várias trilhas para postos estratégicos de vista panorâmica, como a trilha OJSTRICA, considerada leve. São trinta minutos de caminhada, com a visão panorâmica clássica no final. Ela está marcada nas placas com o número 6.

    

Localização das várias atrações de Bled. A trilha Ojstrica também está próxima da região do camping.

   Eu me apaixonei pela simples caminhada ao redor do lago. Tranquila, com partes bem na margem e outras mais distantes. Leve o tempo que quiser, pare para contemplação... maravilha!

Detalhe do castelo ao fundo

Um dos pontos de vista panorâmica




Aqui o caminho desce até a beira do lago!


Bem na beira, um deck de observação


Sem pressa, é para observar e absorver a energia!

De cada angulo um tom de verde!
    
 
É uma imagem que não cansa!


        

    É um lugar onde você pode vir preparada para nadar, remar, andar e fazer trilhas,  mas também pode ser apenas um momento de desconexão da agitação de viagem, para uma conexão com a natureza ao redor... Você escolhe; qualquer opção vai ser sensacional com certeza!


Até o próximo destino!