domingo, 6 de março de 2016

Londres: passeio pela margem sul do rio Tâmisa

Desse lado do Tâmisa, o que chama a atenção de pronto, é a London Eye. Dá para ver de longe, atrai o olhar. Fica linda a noite com a iluminação! A gente fica olhando para ela e pensando: tenho que ir lá! E tem que ir mesmo! Passeio imperdível. Você pode comprar o ingresso com antecedência pela internet, pode adquirir no concierge de muitos hotéis ou no próprio local. Nunca é demais lembrar que as filas costumam ser gigantes, principalmente na alta temporada. Gosto de lembrar também que o ingresso tem hora certa! então se comprou com antecedência, fique ligado. Nas férias a gente tem uma tendência a não ligar para horários, mas nesse país, horário é coisa séria; não tem muito "jeitinho" não!
Aproveite que vem para a London Eye e reserve um tempo para passear por esse lado do rio; tem muita coisa legal para ver por lá. É um ótimo passeio para quem viaja com crianças. Todo o entorno da roda gigante é como se fosse um parque de diversões a céu aberto.
Da ponte Westminter dá para ter uma idéia do que nos espera em Southbank
Iniciando o passeio pela ponte Westminster (esse sempre é meu ponto de partida!), a gente desce uma escadaria e entra na chamada The Queen´s Walk que vai beirando toda a margem sul do rio. A primeira coisa que chama atenção é a vista que se tem da margem norte e do complexo arquitetônico que engloba o prédio do Parlamento e o Big Ben.
Ele prende a nossa atenção sempre, não é?
Caminhando pela margem, se você conseguir resistir em ir correndo para a London Eye, estão o SEA LIFE London Aquarium e dois shows interativos o Shrek´s Adventure e o The London Dungeon. Programa garantido para as crianças!
Mapa mostrando em amarelo as atrações principais dessa região (southbank)
Dá para passar bastante tempo só nesse pequeno espaço; mais alguns passos e estamos na entrada da London Eye. Não deixe de comprar o ingresso com antecedência pelo site oficial. Os preços variam, e há um desconto para compras online. Quando vai comprar o ticket,  você vai precisar escolher dia e hora do passeio, então necessita de organização. As vezes, quando se viaja em grupo, nem sempre é fácil já ter os horários escolhidos. Como mesmo com ingressos comprados existe muita fila, existe a possibilidade do ingresso com entrada rápida (fast track) mais caro obviamente e ainda o flexi fast track, que aí sim, voce não precisa marcar hora, mas paga por isso. Além de comprar o ingresso da London Eye, pode-se fazer umas combinações com as outras atrações próximas e ainda com um cruzeiro de 40 minutos pelo Tâmisa. Tem atração para o dia todo!
O passeio é lindo, a visão que se tem de Londres é deslumbrante. Para aqueles que têm medo, saibam que a roda gira devagar, nem se sente e não balança!
As fotos falam por mim!
Vista da ponte Jubilee durante a subida da roda gigante

Iniciando a subida

Um pouco mais alto com a visão das pontes Jubilee e Waterloo
Mais alto, com a ponte Jubilee e a estação de Charing Cross na margem norte

Um pouco mais alto
Nem precisa de legenda!
Para todos os lados a vista é sempre surpreendente!

Para todos os lados a vista é sempre surpreendente!

Autora também sai na foto!
Lindo, lindo!

As cápsulas são amplas, com boa visão de todos os ângulos e muitos seguras
Após o passeio pela London Eye, que dura mais ou menos uma hora, você pode continuar com um passeio pelo Tâmisa que começa e termina no pier ao lado da roda gigante, vai até a London Bridge e volta, durante mais ou menos 40 min, ou continuar o passeio pela margem sul, ou ambos, dependendo do tempo que dispõe.
Ao lado da London Eye, fazendo parte do complexo comemorativo do Jubileu de Ouro da Rainha, assim como ela, estão o Jubilee Garden e a Jubilee Bridge.
O jardim além de bonito, tem um parque de diversões clássico e vários artistas de rua se apresentando.
Da London Eye vendo o Jubilee park e seu parque de diversões
Para quem gosta de se localizar, a ponte Jubilee, um ponte para pedestres, liga o Jubilee Garden com a Northumberland Avenue que acaba na Trafalgar Square (é perto), ponto zero da cidade.
Continuando por The Queen´s Walk até a ponte Waterloo, encontramos várias galerias de arte, cinema, teatro, centro de exposições. Há também várias galerias com lojas e restaurantes, ótimos para dar um tempo em tanta atividade e recarregar as baterias. A rua paralela ao passeio da margem, a Belvedere Road, também é cheia de restaurantes, por seressa uma área de muitas atrações. É legal comer por aqui e esperar a noite chegar pois esse monumentos iluminados são lindos! Minhas sugestões são a Brasserie Blanc (9, Belvedere Road - SE18YL) e o Archduke (153 Concert Hall Approach - SE18XU), um restaurante especializado em carnes e com música ao vivo, ideal para terminar o dia (noite!).

The Queen´s Walk com a London Eye iluminada. Local sempre cheio de gente e animado.

Jubilee bridge iluminada. Linda!!

London Eye vista a partir da Jubilee Bridge ao anoitecer (mais ou menos umas 9 da noite!)
Na Jubilee Bridge ao anoitecer com a visão da London Eye, seu pier e o Big Ben mais ao fundo!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Toda a tradição e elegância de Londres

Londres é uma cidade multifacetada!
Você pode ir inúmeras vezes pra lá e fazer passeios completamente diferentes! E mais: pessoas podem ir a Londres numa mesma época e não fazer quase nada igual! A cidade se apresenta diferente para cada turista, dependendo do gosto e personalidade de cada um. E tem Londres para todos!
Talvez a única faceta de Londres que atraia a todos, nem que seja só pela curiosidade, é aquela relacionada à monarquia inglesa. Mesmo quem não se interessa por história, curte ver o glamour, o cerimonial, ou mesmo fatos e locais relacionados aos membros atuais.
E quem vai a Londres e não quer ver o Big Ben e o Parlamento?
Então começo meus passeios em Londres com um roteiro desde o Parlamento até o Palácio de Buckingham que pode ser feito a pé.
Dependendo de onde estiver hospedado, você chega no ponto inicial do passeio pela estação Westminster do metro, das linhas Circle e District. Para mim, por conta de estar hospedada no Westminster Park Plaza Hotel era questão de simplesmente atravessar a Westminster Bridge (ponte Westminster).
Mapa mostrando os locais desse passeio. O H á direita mostra a localização do meu hotel e os números de 1 a 6 mostram os locais descritos durante o post onde estarão assinalados
Essa ponte tem muito movimento de turistas! Tem uma vista bonita do Tâmisa e suas pontes, e é de lá que se consegue a melhor vista do Big Ben e do Parlamento, que estão bem na margem norte do rio. O melhor enquadramento para fotos também é aqui no meio da ponte. Aliás, a London Eye, na margem sul, também fica linda numa foto tirada nesse ponto. Dois ícones da cidade, um mais tradicional, antigo e o outro da Londres mais moderna, unidos pela Westminster Bridge!
Começando o dia atravessando a ponte Westminster

Detalhe do Big Ben - foto tirada da ponte de Westminster
Vista da London Eye a partir da Westminster Bridge
Margem norte do Tamisa com a lateral do prédio do Parlamento
Muita gente tentando a foto perfeita!
Então, atravessando a ponte, cheguei à Parliament Square (numero 1 no mapa), onde estão o famoso relógio, o prédio do Parlamento Ingles e também a Abadia de Westminster.
Gramado na lateral norte da Abadia de Westminster. Dá para ver uma parte do prédio do Parlamento ao fundo e também os característicos ônibus ingleses. No mapa acima esse é o número 1.
Nessa praça é onde estão também milhares de turistas (eu fui no fim do verão!), circulando por todos os lados, tirando fotos e fazendo selfies de todos os estilos. tem muita gente nas ruas e na praça pois só na Abadia é possível entrar para visitação, comprando ingresso (20 libras). O ingresso não é barato mas valeu a pena. A Abadia é um livro de história da Inglaterra compactado! Há a pequena capela de Santa Margarida, a igreja maior, famosa por ter sido o local do casamento do príncipe William com a duquesa Kate, o claustro e seu jardim interno, uma cafeteria e claro, uma loja de souvenirs.
Fachada principal da Abadia
O interior da Igreja não pode ser fotografado. A visita é toda com audio guias e ainda existem vários voluntários para tirar qualquer dúvida que se tenha. Seguindo as orientações dos guias é possível visitar a nave central, o coro, o altar-mor, o local onde se sentam as autoridades eclesiásticas e ligadas à monarquia. Toda a nave e as capelas são recobertas com esculturas, pinturas e vitrais e uma infinidade de tumbas e memoriais, muitos verdadeiras obras de arte, realizadas por artistas famosos. São destaques a Tumba em homenagem ao Soldado Desconhecido, os Memoriais em homenagem à Sir Winston Churchill, Isaac Newton e Charles Darwin.  Túmulos de vários nobres e reis: Edward I, Henry III, Eleonor de Castela, Henry V. Tumbas de Henry VII, sua esposa e sua mãe na Lady Chapel, bem central. A tumba das rainhas e meia-irmãs Elizabeth I e Mary da Escócia e no lado sul o chamado Poet´s Corner com as tumbas de Charles Dickens e do poeta Chaucer, além de memoriais para William Shakespeare, Jane Austen, Lewis Caroll, T S Elliot, Irmãs Bronte, Henry James.
Jardim interno do claustro da Abadia de Westminster

Terminando a visita à Abadia e voltando à pracinha, para continuar nesse tópico realeza e história, a próxima parada é o Palácio de Buckingham (número 5 no mapa). Dá para seguir direto para o palácio, pela Birdcage Walk, ladeando o Saint James Park (veja no mapa acima). Eu preferi prolongar o passeio. Entrei pela rua Whitehall, que possui vários prédios públicos e também fica nela a sede da Royal Horse Guards (guarda montada). Nesse ponto começa a saga turística de tirar fotos com guardas londrinos! Não há quem não faça isso, estando por aqui!
Monumento em homenagem às mulheres da Segunda Guerra Mundial na rua Whitehall.
Entrada da Royal Horse Guards. O mais legal aqui é a placa de aviso!
Na sede da Royal Horse Guards também há cerimonial para troca dos guardas de segunda a sábado às 11h e domingos às 10h.
A rua Whitehall termina num ponto turístico fundamental de Londres, seu marco zero, a Trafalgar Square. Ela por si só já vale um passeio, mas vou detalhar o que tem aqui num post diferente. Hoje estou focada na Londres da realeza.
Estando ainda na Whitehall, olhando à esquerda, se vê o Admiralty Arch (numero 3 do mapa) que dá entrada ao the Mall (número 4 no mapa), avenida que margeia o Saint James Park e que termina no Monumento à Rainha Vitória, em frente ao Palácio de Buckingham. Um roteiro alternativo para chegar a The Mall é ir pela Horse Guards Road ao invés de pela rua Whitehall.
Admiralty Arch (numero 3 no mapa). Já dá para ver o Monumento à Rainha Vitória lá no fundo
Se já cansou de andar a pé o parque é um bom lugar para sentar, apreciar as pessoas e a paisagem, tomar uma água ou um sorvete.
Saint James Park
Saint James Park - a caminho do Palácio de Buckingham
Caminhando por The Mall
The Mall com o Palácio de Buckingham ao fundo.
Quando vamos nos aproximando do Monumento à Rainha Vitória (número 5 no mapa), a quantidade de pessoas circulando aumenta muito, todos já tentando se posicionar da melhor maneira para ver a troca da guarda da Rainha, que ocorre diariamente as 11:30h.
Chegando ao Palácio e a quantidade de turistas só aumentando...

Monumento em homenagem à Rainha Vitória.
Em algumas ocasiões pode não haver cerimonia e fica um aviso num cavalete. O engraçado é que mesmo com o aviso de que não vai haver cerimônia formal, as pessoas ficam ali, posicionadas um bom tempo, como se esperando por algum acontecimento inesperado. A quantidade de gente é grande e os lugares "bons" para ver a troca são poucos. Então aconselho que chegue cedo e se posicione.
E as pessoas vão chegando e se posicionando onde é possível

Mesmo que o possível seja em cima do monumento!
Muita gente já posicionada para assistir a troca da guarda
Eu sinceramente gostei mais de ver a região, o parque, o Palácio em si, do que ficar no sol, um tempão, num local cheio de gente para ver a troca. Valeu, mas sinceramente não preciso repetir a experiência.
Acabando a cerimonia, se você for a Londres no verão, aproveite para visitar o interior do Palácio! A parte reservada às recepções e cerimoniais, fica aberta durante todo o verão mediante compra de ingresso com hora marcada. A Entrada e compra de ingressos fica à direita do palácio, na Buckingham Palace Road (número 6 no mapa). 
Mapa com os locais da visita ao palácio.
Passamos pelos saguões de recepção, sala de jantar, sala de música e do trono e terminamos numa visita aos jardins, onde também se encontra um pequeno café. Não são permitidas fotos do interior do palácio, somente do jardim quando estamos saindo. A segurança na entrada é rigorosa com bolsas e líquidos. A visita foi bem interessante.
Terminando a visita com a vista dos jardins super bem cuidados

E também com bom chá inglês!

Como tudo em Londres, muito verde!

Já saindo, com a ùltima vista do palácio lá no fundo.
Foi uma boa maneira de terminar o passeio.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A surpreendente e sempre renovada Londres: onde ficar e dicas de transporte.

Estranho como às vezes a gente cria uns fantasmas sem razão. Nas viagens, meu fantasma era Londres; sem explicação aparente, achava que não iria gostar, que era uma cidade que não combinaria comigo. Então, ano passado, surgiu um compromisso de trabalho em Londres e eu resolvi encarar. Já estava mais que na hora de redescobrir essa cidade! Havia ido a Londres há muitos anos, muitos mesmo e fiquei pouco tempo. Sabe aquelas viagens de 20 tantos dias para conhecer toda a parte ocidental da Europa? Pois é! Fui a Londres numa dessas e nunca mais havia voltado até setembro de 2015.
Agora depois de ter voltado, mesmo com o câmbio assustador, só posso pensar numa coisa: porque não fui antes? Que maluquice minha dizer que não gostaria? Quero voltar!
Para curtir tudo o que Londres tem a oferecer, é necessária uma certa programação. E, primeiro conselho: é necessário NO MÍNIMO 3 dias e mesmo assim vai ficar um gostinho de quero mais, de preciso mais!
Além de definir o tempo (mais de 3 dias por favor!), o próximo passo é escolher onde ficar.
A localização da hospedagem vai depender do seu orçamento, das suas preferências. Londres tem atrações para todos os gostos; você pode ver com antecedência o que mais gosta, checar a localização e escolher seu hotel num bairro que facilite seu deslocamento. Por exemplo se seu maior interesse é seguir os passos dos Beatles, talvez seja melhor ficar próximo ao Regent´s Park, próximo à Abbey Road. Se seu interesse são os museus, muitos, fantásticos e a maioria grátis, o melhor é ficar numa região mais central. Se o que você gosta é da história de Diana, a princesa de Gales, fique próximo ao Kensington Gardens. Seu negócio é teatro e vida noturna? Uma das opções é estar em Covent Garden. A lista é gigante! Difícil dizer o que você deve fazer. Tem que pesquisar! Acho tão legal pesquisar antes da viagem, não é tempo perdido!
Mesmo você escolhendo ficar perto dos seus maiores interesses, tem atrações em todos os cantos e vai ser necessário deslocamento. Como fazer isso? Londres é uma cidade cara, principalmente para nós brasileiros, então programar o gasto com transporte é fundamental. Ônibus? Metro? Taxi? A pé?
Então vamos organizar um pouco:
Eu fiquei hospedada no Westminster Park Plaza Hotel. É um hotel enorme! Os hóspedes são turistas ou pessoas que estão em Londres para convenções ou negócios. Por conta desse fluxo enorme de gente, o staff é ágil, eficiente e extremamente gentil, o que aliás eu descobri, é uma característica do inglês. Os quartos são excelentes, o café da manhã maravilhoso (já disse que valorizo demais esse ítem!), o hotel possui 2 restaurantes (um japonês e uma brasserie) e um pelotão de funcionários no concierge para ajudar a gente em tudo!
O mais fantástico desse hotel porém é a localização! Nem vou falar, vou mostrar!
Lobby do hotel Westminster Park Plaza com a vista do Big Ben e da Westminster Bridge
Além de estar a um passo do Big Ben e inúmeras outras atrações (por exemplo a London Eye - conto depois), esse hotel tem uma estação de trem e metrô, Waterloo, bem próxima e a estação Westminster do metrô, logo do outro lado da ponte.

Para vir do aeroporto de Heathrow até o hotel, estudei várias opções:

  1. trem: tem uma estação dentro do aeroporto, mas o tempo de viagem é de mais de uma hora e depois de tanto tempo no avião, não foi uma boa opção para mim;
  2. taxi: nem pensar! Caro pra caramba!
  3. trem expresso: há o Heathrow Express que não faz nenhuma parada entre o aeroporto e o centro de Londres, então chega lá bem rapidinho, por um preço acessível. Ponto contra: ele vai direto para a estação Paddington e você tem que descer lá. Se for perto do seu hotel, ou as conexões forem fáceis, OK. Como não era o meu caso, não foi a opção que escolhi.
  4. transfer: existem sites nos quais você pode agendar um transfer aeroporto/hotel ou vive-versa. Eles além do dia, hora e numero do vôo, pedem o endereço do hotel e quantidade de pessoas e malas para calcular o tipo de carro e preço. Fica bem razoável, principalmente se você está viajando em grupo. Além do preço bom, o conforto é um grande argumento. Essa foi minha opção.
Agora o transporte enquanto estiver em Londres. O sistema de metro e trem te leva para todos os lugares e possui um esquema de zonas de 1 a 7. A zona 1 é a região mais central e quanto maior o numero, mais longe do centro você está. Para que tenha uma ideia, o aeroporto de Heathrow (que é relativamente longe do centro) está na zona 6. Isso é importante porque o preço do transporte também aumenta se você for para zonas mais distantes.
Londres possui um cartão de transporte chamado Oyster que você compra e pode colocar um valor de crédito para ir usando ou fixar o tempo de uso: dia, semana ou mês. Um dado importante para calcular mais ou menos o que vai usar, além do valor da passagem e que em zonas vai circular, é que o cartão tem um limite de valor diário cobrado e as viagens depois desse valor atingido não são debitadas. É bom saber isso para não voltar com créditos ou ter que pedir reembolso.
Existe também o Travelcard, de papelão, que pode valer por 1 dia, por exemplo, mas como o valor já inclui zonas de 1 a 4 e normalmente a gente fica mais na 1 e 2, sai mais caro. A vantagem do Travelcard em relação ao Oyster é que quando comprado numa estação de trem (de metro não serve), existe uma promoção 2:1 em várias atrações turísticas. Você paga mais pelo transporte, mas economiza nos passeios. Meu conselho antes de escolher essa opção é verificar quais as atrações turísticas fazem parte da promoção (não são todas e podem variar dependendo da época) e se são as que você quer, para não se arrepender depois.
Ah! Falei em trem e metro mas esses "cards" valem para as linhas de ônibus também!
A gente fica sempre com o pensamento no transporte público, mas não se deve esquecer da opção táxi. Quem não tem vontade de andar nos emblemáticos táxis pretos londrinos e com o motorista do lado contrário? Pois é, além de ser um passeio turístico, não é tão caro e pode ser uma boa opção, principalmente se está viajando com a família. Ao invés de comprar 5 Oysters por exemplo, você irá pagar muito menos numa corrida de táxi. E antes que você pergunte, os carros lá acomodam 5 pessoas confortavelmente, mesmo com bagagem. Eu gosto dessa opção do carro onde posso ir olhando o trajeto ao invés de ir por baixo da terra e não ver nada do caminho; fico sem me localizar direito. Só aviso que o trânsito em Londres é pesado e de táxi corre-se o risco de perder um tempo parado em engarrafamentos.
Uma última opção para conhecer e se locomover pela cidade são aqueles ônibus de dois andares hop-on hop-off, porém os trajetos (são dois tipos) são longos e acaba ficando cansativo. Uma opção divertida é fazer o city tour num carro anfíbio! Esse eu não experimentei, mas deve ser divertido e uma boa opção para quem viaja com crianças.
Um dos pontos de embarque dos ônibus de dois andares fica na ponte de Westminster em frente ao meu hotel e o escritório da London Duck Tours fica próximo á estação Waterloo
Enfim, acho que não existe fórmula mágica e muito menos única de onde ficar e como se locomover nessa cidade. Só posso dizer que qualquer que seja sua escolha ela vai funcionar de forma impecável, como tudo por lá; e que conhecer as opções é a melhor maneira de escolher aquela que melhor combina com a sua viagem.
Depois eu conto tudo que eu conheci nesse lugar incrível. Até o próximo post!

domingo, 20 de dezembro de 2015

As maravilhas de Edimburgo

Como parte do meu plano de conhecer as Highlands, parti de Londres para Edimburgo. A viagem foi feita de trem, a partir da estação de Kings Cross e durou aproximadamente 4 horas. Eu comprei a passagem ainda no Brasil, fiz as reservas de assento, mas tive que trocar o voucher pelas passagens em uma estação de trem de Londres (pode ser qualquer uma). É bom fazer isso com antecedência.
Adorei que o embarque tivesse sido Kings Cross, pois assim pude conhecer a estação famosa dos filmes do Harry Potter. Ela é diferente do que vemos nos filmes, mas existe um espaço para os fãs.
Kings Cross com sua fachada antiga e a parte mais moderna

Cantinho na estação de Kings Cross para os fãs se sentirem o próprio Harry Potter!
O trem passa por uma paisagem rural, por estações bem estilosas, e quando vamos nos aproximando de Edimburgo, essa paisagem vai mudando, passando por grandes trechos à beira mar.
A estação ferroviária de Darlington era linda!

De dentro do trem, só para marcar a passagem

Já mais próximo do destino final

Parte do trejeto acontece à beira mar.
Cheguei em Edimburgo na estação Waverley, de localização bem central. A cidade de Edimburgo, no estuário do rio Forth, é pequena, mas de uma beleza atemporal. A parte mais interessante para nós turistas é bem compacta e de fácil acesso. Logo de cara o que chama a atenção é o castelo! No alto de uma rocha vulcânica e dominando a cidade toda.
Castelo de Edimburgo no alto, dominando a cidade

Essa região no entorno do castelo é chamada cidade velha e na parte mais baixa, fica a cidade nova, na verdade planejada e construída nos séculos XVIII e XIX, toda em estilo neoclássico muito bem preservado, constituindo junto com a cidade velha, um patrimônio da humanidade pela UNESCO.
Eu fiquei hospedada no Roxborough Hotel, localizado na 38 Charlotte Square, na cidade nova. Mas, quase da porta do hotel, já podia ver o castelo. Não falei que a parte turística era compacta? Já deu para perceber que o hotel era super bem localizado (ao longo do post vocês vão ver quanto!) e muito confortável também. Grande, com uma parte mais velha e outra mais nova (se possível peça para ficar nessa pois os quartos são maiores) e com o George Street Bar & Grill, muito bom.
Chegando ao hotel, tive uma boa surpresa: em frente ao hotel, na praça, estava a Feira Internacional de Livros de Edimburgo, que faz parte do Festival de Edimburgo que ocorre todo ano entre julho e agosto. Confesso que planejei muito bem essa viagem, organizei os roteiros e o que ver, fui nessa época porque estive em Londres para um congresso, mas não havia me tocado que ainda seria período do festival. Que sorte! Na verdade, aquele era o dia do encerramento e só percebi porque a recepcionista do hotel me perguntou se eu tinha vindo para ver os fogos de artifício. Fogos? Oi? Fiquei sabendo que haveria uma queima de fogos no castelo para o encerramento do festival e até as orientações de horário e melhor local para vê-los. Feliz com as oportunidades inesperadas, me apressei para não perder a feira de livros. Além de viajar, meu outro hobby é ler!

Que sorte conseguir pegar o Festival!

Charlotte Square fechada para o Book Festival

Não dava para perder essa oportunidade!

Queima de fogos marcando o final do Festival de Verão de Edimburgo

O dia seguinte foi reservado para conhecer a cidade e com certeza o maior apelo é começar pelo Castelo de Edimburgo e pela cidade velha. Foi o que fiz. Da parte mais nova onde eu estava, a gente vê uma rocha com o castelo no alto e as ruelas da cidade velha em volta. A base dessa formação rochosa, antigamente um pântano, foi transformado em um lindo jardim, o Princess Garden. Foi nele que comecei meu passeio.
Vista do jardim a partir da Princess Street - os bancos são doações e geralmente tem mensagens e homenagens.

Começando a visita - flores de todos os tipos! Acho que Escócia é sinônimo de flor.

O parque com a silhueta da cidade velha ao fundo


Relógio de flores numa das extremidades do parque
Saindo do parque nessa extremidade onde há o relógio, já estava de frente para a National Gallery, e já na rua certa - The Mound, para iniciar à subida até a parte mais antiga da cidade. Prepare as pernas! Daqui até o castelo é só subida! Fui andando e começando a ver a parte mais nova da cidade do alto.
Subindo para Old Town
Subindo mais um pouco cheguei ao Museu dos Escritores (Writers´ Museum) num casarão bonito, reunindo objetos para homenagear 3 escritores escoceses: Sir Walter Scott, Robert Burns e Robert Louis Stevenson, autor de O Medico e o Monstro.
Writers´ Museum

Writers´ Museum
Subindo mais um pouco cheguei a Royal Mile, a artéria central dessa parte da cidade. Nessa rua está o ponto máximo da concentração turística. São lojinhas de souveniers para todos os lados, onde se pode comprar tudo possível e imaginável feito com os padrões de xadrez clássicos dos clãs escoceses. Há tocadores de gaita de fole na rua e muitos turistas!
Royal Mile - esse prédio que parece uma igreja, na verdade é um bar!

As flores sempre estão presentes na Escócia!

Gaitas de fole!


Aqui na Royal Mile está a Catedral de St Giles (Santo Egidio), a Gladstone´s Land, um casarão de 1617 restaurado, e a Scotch Whisky Experience, com degustação da bebida e um museu gigante de garrafas, colecionado por um brasileiro. Ah, aqui também está o escritório da Highland Explorer Tour, a empresa com a qual conheci as Highlands! Coisa para fazer aqui não falta, mas tem um castelo na ponta dessa rua esperando a gente.
Catedral de St Giles

Gladstone´s Land
O Castelo de Edimburgo está no topo dessa rocha imensa que abriga a cidade velha e que era um antigo vulcão. Esse acidente geográfico tão especial era importantíssimo na Idade Média pois tornava o castelo muito difícil de ser abordado. Talvez também por isso ele tenha se mantido tal qual sempre foi. Toda a estrutura medieval, feudal, do entorno do castelo continua ali, cercada por uma muralha.
No folheto que recebi na entrada, está tudo bem demonstrado e tudo que se pode fazer nessa área do castelo está listada aos lados. Dá para ver que tem muita coisa, inclusive restaurante e casa de chá.
Folheto explicativo sobre as atracões do Castelo de Edimburgo - Crown Copyright Historic Scotland 2015
Entrada do castelo

Esses canhões são ficticiamente disparados numa cerimônia sempre às 13h

Vista de um dos pátios
Interior da capela de Santa Margarida

A bandeira da Escócia sempre presente

Patio central

Interior do Grande Hall

Interior do Grande Hall
Como o castelo fica no alto, a vista que se tem da cidade é muito bonita!
Vista da cidade a partir do castelo

Vista da cidade

Dá para ver que a cidade é pequena, mas linda!
Depois de conhecer um pouco de tudo, fiz um lanche no restaurante do castelo, para prosseguir conhecendo a cidade. Para completar a visita à cidade velha, saindo do castelo desci pelas ruas do lado contrario ao Princess Gardens, conhecendo a Grassmarket, praça das antigas execuções e de onde se vê o castelo no alto, por um angulo diferente. Aqui perto está a estátua do cão Bobby, famoso por ter permanecido por 14 anos junto ao túmulo do seu dono falecido e ter sido enterrado próximo a ele quando morreu.


Ainda dá tempo de visitar o Museu Nacional da Escócia ou o Museu de Edimburgo.
Para o jantar, voltei para proximo ao meu hotel, pois a George Street é onde estão os restaurantes. Tem comida para todos os gostos, O Gusto de comida italiana, o Tiberlily de comida local são ótimos (já havia experimentado no almoço e jantar do dia que cheguei), mas nessa noite fui experimentar a comida do chef Jamie Oliver no Jamie´s Italian.
No segundo dia na cidade, fui conhecer o Holyroodhouse, o palácio que é a residencia oficial da Rainha da Inglaterra na Escócia e a Carlton Hill além de andar pelas ruas projetadas, limpas e floridas da cidade nova.
A George Street, além de uma concentração de bons restaurantes, tem várias lojas de comércio.
George Street

George Street esquina com castle Street (nem precisa explicar o porque do nome)

George Street

As flores estão sempre presentes
A Rose Street é mais estreita e nela estão as lojas mais turísticas e os pubs.
Rose Street
A Princess Street é a rua da estação ferroviária, por onde passa o trem de superfície, que margeia o Princess Gardens e que termina no outro grande ponto turístico de Edimburgo, o Carlton Hill. Essa também é uma rua de comércio e onde estão também a National Gallery - visite! Voce sabia que os museus na Inglaterra e Escócia são de graça? Imperdível! Próximo à National Gallery está o Scott Monument, em homenagem a Sir Walter Scott, escritor famoso por seus romances históricos como Rob Roy e Ivanhoe.

Princess Street

National Gallery

The Scott Monument
Caminhando até o final da Princess Street encontramos uma escadaria que leva a Carlton Hill, mais uma elevação da cidade, com vários monumentos e uma vista incrível. O melhor horário para fazer essa visita que consta em todos os guias e blogs sobre Edimburgo é o fim da tarde, pois o por do sol daqui é maravilhoso. Chegando lá em cima logo se vê o Monumento a Nelson, com uma torre. Se tiver pernas, pode comprar ingresso e subir mais uma escada agora em caracol, até o alto. Sinceramente, não sei se é necessário estar mais alto; melhor guardar as pernas para o resto do passeio. Ao lado desse monumento, várias colunas de estilo neoclássico, que compõe o Monumento Nacional da Escócia. Ele parece inacabado (e realmente é) e está ali para homenagear os soldados mortos nas batalhas de Waterloo e Trafalgar. Por último o Monumento a Dugald Stewart, que está presente em todos os cartões postais. Ainda tem o Observatório da cidade. Havia um café aqui no alto, mas quando fui (setembro 2015) estava fechado. Só havia uma banquinha vendendo café, o que foi ótimo, pois nesse final de tarde, depois de andar o dia todo, reanima! O melhor aqui de cima é a vista da cidade.
Tem que enfrentar escadaria e rampa para chegar no alto, mas vale a pena. Ao fundo o Monumento a Nelson

Monumento a Dugald Stewart

Monumento a Nelson, mas com a torre cortada. As vezes acontece...

Vista da cidade velha

Princess Street vista a partir de Carlton Hill

Vista da cidade e do estuário do rio Forth
Descendo Carlton Hill, voltei ao hotel para me preparar para o jantar. Fui ao show Taste of Scotland que acontece em Prestonfield, uma antiga fazenda hoje hotel, distante uns 3 Km do centro de Edimburgo. Lugar lindo!
Prestonfield
O show foi interessante e nos ajuda a entender mais sobre a cultura e história da Escócia. Durante o jantar, com toda a pompa como é tradição, fui apresentada a um prato típico, o haggis. Que fique bem claro que comi, e gostei, antes do apresentador do show mostrar o que é essa iguaria - bucho de carneiro recheado com vísceras e farinha de aveia. A versão escocesa da buchada de bode!
Haggis - bucho de carneiro recheado de vísceras e farinha de aveia
Além desses dois dias e meio em Edimburgo fiquei mais 3 dias na Escócia para conhecer as Highlands e depois disso, infelizmente tive que voltar para Londres.