sábado, 11 de fevereiro de 2017

Realizando o sonho de conhecer Paris - um passeio pela região do Louvre

Apesar de Paris ser a cidade que mais gosto e para a qual já viajei inúmeras vezes, até hoje relutei em escrever sobre ela. Primeiro, porque já existem milhares de relatos de viajantes sobre a cidade e é bem difícil colocar algo que já não tenha sido exaustivamente explorado. Segundo, porque por conhecer bem a cidade, fica mais difícil manter a objetividade. Não dá, por exemplo, para eu fazer um roteiro da minha estada lá, pois a cada vez há um fato novo a acrescentar.
Então resolvi organizar todas as informações que tenho, agrupando por proximidade, na tentativa de sugerir passeios que podem ser feitos num mesmo dia e de preferencia a pé.
Começo pelas atrações do 1ere arrondissement. Se é a primeira vez que vai à Paris, essa pode ser uma ótima maneira de começas a explorar a cidade.

A rua que costumo ficar, a Rue de Richelieu, é tranquila, embora esteja a uma quadra de toda a movimentação turística.
Apesar de muito próxima do Museu do Louvre, a rua Richelieu é bem tranquila e lindinha!

Estátua de Moliere na rua Richelieu - estamos bem perto da Comedie Française

Outro angulo da rua Richelieu que eu adoro! 
Gosto também que pertinho do hotel tem dois mercadinhos abertos até bem tarde, onde posso comprar frutas e água, guloseimas para comer durante os passeios e gêneros de primeira necessidade que possa precisar de urgência.
Mercadinho da Rua Richelieu. Dá para ver a estátua de Moliere mais ao fundo
Bem, vamos aos passeios!
ROTEIRO 1 - REGIÃO DO MUSEU DO LOUVRE. 1.Hotel na Rue de Richelieu; 2. Palais Royal; 3. Comedie Française (Place André Malraux); 4. Place du Carroussel; 5. Piramide do Louvre; 6. Museu do Louvre; 7. Carroussel do Louvre; 8. Jardim das Tulherias; 9. Museu Orangerie; 10. Place de la Concorde; 11. Hotel Westin e 12. Rua de Rivoli (Angelina).
Saindo do hotel (1) em direção ao Louvre, a primeira atração é o Palais Royal (2). Palácio próximo ao Louvre onde morou o Cardeal Richelieu e que hoje abriga várias instituições do governo incluindo o Ministério da Cultura. Tem um jardim bonito, tranquilo, escondido no tumulto da cidade, cercado por arcadas com lojas e restaurantes (inclusive o Le Grand Véfour). É nesse jardim também que estão os famosos pilares listrados de Daniel Buren. Bom que é uma atração gratuita.
Voltando para a rua Richelieu, chega-se a uma pracinha, a Place André Malraux, onde está o prédio da Comedie Française (3). 
Praça Andre Malraux
Seguindo em frente pela Rue de Rohan, se chega à rue de Rivoli. Toda com arcadas, com uma enorme concentração de lojinhas de souvenirs. Apesar de ser um local 100% turístico, andar pela Rivoli faz parte do processo de conhecer a cidade. As pashiminas por exemplo, são bem bonitas e variadas. Mas resista por enquanto! Deixe as compras para mais tarde. Atravesse a rua, atravesse os arcos e você vai dar de cara com aquela Paris que te deixa de queixo caído! E não se assuste: isso vai acontecer mais vezes durante sua viagem!
Estrutura gigantesca e linda!

Visão panarâmica do museu e sua pirâmide a partir da Place du Carroussel.

A gente não se cansa de fotografar e apreciar!

Você está na Place du Carroussel (4) e vai ver do lado esquerdo o Museu do Louvre em toda a sua imponência, com sua pirâmide emblemática, e do lado direito o Jardim das Tulherias, lindo! Praça sempre cheia de gente, um dos pontos daqueles ônibus de dois andares que fazem city tour (Paris Vision) e onde há um pequeno arco do triunfo – Arc du Triomphe du Carroussel, erguido em homenagem à vitória na batalha de Austerlitz por Napoleão.
Arc du Triomphe du Carroussel. Quem acha que já viu esse 4 cavalos antes, pode ser que tenha visto mesmo: são uma réplica dos que estão na Catedral de Sao Marcos em Veneza. Napoleão tinha trazido os verdadeiros, mas foram devolvidos depois da Revoluçaõ Francesa.
 Na pirâmide (5) está uma das entradas do museu. Mas, não vá correndo para a pirâmide. Perca um tempo apreciando a paisagem: os prédios antigos do Louvre refletidos na pirâmide, os espelhos d’água, os turistas tentando fotos com perspectiva em pilares estrategicamente colocados... Tente a sua também! É divertido!
Detalhe da fachada

Fontes e espelhos d'água ao redor da Pirâmide

As possibilidades de ângulos para fotos são infinitas!



Quase consegui tocar a ponta da pirâmide! #sqn


Depois, entre para a visita ao museu (6). Não gosta de museu? Pelo amor de Deus! É o Louvre! Entre e faça uma visita rápida pelos pontos mais importantes. Aliás, visitar o museu inteiro numa só vez é impossível! Se é sua primeira visita, meu conselho é: escolha o que mais lhe agrada e vá direto para esse setor. Outra maneira seria priorizar os “highlights” do museu. Você pode fazer o tour sozinho a partir de um mapa que você recebe com o ingresso, ou com um guia (pode agendar o tour no mesmo site que compra o ingresso). Outro conselho para agilizar a visita: compre o ingresso antes! As filas para entrada são quilométricas dependendo da época! É muito legal entrar no museu pela pirâmide, mas é também o lugar mais cheio. Existem outras entradas, inclusive pelo Carroussel do Louvre na rua de Rivoli.
Descendo a escadaria chega-se à entrada do museu

Entre os highlights do museu está em primeiríssimo lugar, a Monalisa! Não espere nada muito grandioso e nem pense que vai vê-la de perto e com tranquilidade. Mas tem que ver, né? Entre outras obras famosas estão as estátuas: Vênus de Milo e Vitória de Samotrácia, estátua de Psique e Eros e os Cavalos de Marly. Entre as pinturas, além da Monalisa, As Bodas de Caná de Veronese, A liberdade guiando o Povo de Delacroix, A Coroação de Napoleão, a Rendeira de Vermeer e a Coroação da Virgem de Fra Angelico. Como minha sugestão: ala Egípcia, minha preferida.
 
Vitoria de Samotracia


Gosto de ver também o Louvre Medieval, mostrando as escavações do antigo castelo que existia onde o Louvre foi construído, que está no piso inferior. Nesse piso que é o da entrada e saída, está um mini-shopping, digamos assim, o Carroussel do Louvre (7). Também há acesso pela rua de Rivoli. Há lojas bem interessantes lá: não deixe de entrar na NATURE & DÉCOUVERTES! Estão também no Carroussel lojas de L’Occitane, Swatch, Pandora, Pylones, Swaroviski e Apple. Também tem uma loja da FRAGONARD, especializada em fragrâncias (visitei a fábrica quando fui à Provence) e com vários produtos de artesanato com bordados lindos! Minhas sacolinhas para viagem são todas Fragonard, já as mostrei no post sobre a montagem de uma mala “quase” perfeita. Outra loja que eu adoro e tenho que visitar sempre é a DELFONICS: uma espécie de papelaria, com produtos bem diferenciados. Já falei que adoro papelarias? Sou dessas! Outra vantagem de visitar o Carroussel du Louvre é que existe uma praça de alimentação é dá para fazer um lanche para continuar passeando.
Saindo do Carroussel, sugiro retornar para a frente do Louvre e curtir o Jardim das Tulherias (8). Aprecie a perspectiva entre o Arc du Carroussel, o Obelisco na praça da Concórdia e o Arco do Triunfo.
Arc du Carroussel - no arco central conseguimos ver o Obelisco na praça da Concordia e o Arco do triumfo
Aprecie os jardins muito bem cuidados e floridos, brinque de procurar as estátuas nesse jardim que se mantém quebradas propositalmente lembrando os tempos da revolução e vá caminhando em direção à praça da Concórdia. Sente em torno do pequeno lago nas icônicas cadeiras verdes de metal.



Qualquer perspectiva nesse jardim é fantástica!



É ver essas cadeiras e saber que estou em Paris!
Se é apaixonado por quadros e principalmente pelo Impressionismo, está na hora de visitar a Orangerie (9), museu situado na esquina entre a Place de la Concorde e a margem do Sena, ainda nas Tulherias, principalmente para ver as Ninféias de Claude Monet.
Entrando na Orangerie ou não, chegamos ao final do jardim das Tulherias e à Praça da Concórdia (10), linda, de importância histórica e de localização privilegiada. Era uma praça real que foi depois o local de instalação da guilhotina durante a Revolução Francesa e após esse período foi batizada de Concórdia e toda remodelada.

Acho esse lugar incrível, além de linda, adoro a perpectiva que se tem a partir dela! Já falei sobre o alinhamento Arc du Carroussel com o Obelisco e o Arco do Triunfo. Da praça, posso olhar nessa mesma direção e ter o alinhamento do Obelisco com o Arco do Triunfo e o Arco de la Defense lá atrás.
Na Place de La Concorde, a "um passo" da Avenida Champs-Élysées

Ainda no Jardim das Tulherias, vendo o Obelisco, o Arco do Triunfo e aquela linha horizontal no centro é parte do Arco de La Defense
Além do Jardim das Tulherias de um lado e a Avenida Champs-Elysées do outro, a praça faz limites com o palácio Bourbon, sede da Assembleia Nacional Francesa do outro lado do Sena e do lado oposto com os prédios idênticos que ladeiam a rua Royale permitindo ver a igreja da Madeleine ao fundo.
Chafariz, Obelisco e a igreja da Madeleine ao fundo. Na esquina da rue Royale prédios idênticos.

O Obelisco em primeiro plano e lá atrás o prédio da Assembléia Nacional
 Na praça, além do Obelisco, presente do rei egípcio, existem de cada lado fontes maravilhosas! Na primeira vez que fui a Paris elas estavam praticamente de uma só cor: marrom sujeira. Nas seguintes, surpresa: estavam limpas, verdes e douradas! Elas representam as águas fluviais e as águas oceânicas. Tem que perder um tempinho ali apreciando os detalhes!

São lindas!
Como se tudo isso não bastasse, ainda dá para ver a torre Eiffell de longe...
Fim de tarde com a lua e a torre ao fundo
Essa praça por ser muito central, conecta-se com vários outros pontos turísticos. Daqui dá para ir passear na Champs-Élysées, por exemplo.
Para terminar esse roteiro, sugiro pegar a rua de Rivoli. Essa rua é longa e vai até o Marais, é dedicada basicamente ao comércio. Da praça da Concórdia até o Louvre, lojinhas de lembrancinhas de viagem: chaveiros, bandeirinhas, canetas, lenços, aventais, o que você imaginar! Calçada com arcadas, muitos produtos expostos e muita gente! Como eu disse no começo do post, ao menos as pashiminas se salvam! 

Estátua de Joana D'Arc na rua de Rivoli
A partir do Louvre, até o Hotel de Ville (prefeitura de Paris) são lojas maiores, conhecidas, de preço baixo. Há Habitat, Darty, Sephora (a da Champs-Elysées é maior e melhor), Naf Naf, H&M, Bershka (já falei sobre ela em Londres), Desigual, Forever 21 e BHV (Bazar Hotel de Ville). Essaa lojas interessantes se sucedem até próximo à Tour Saint Jacques, o que restou de uma antiga igreja gótica. A partir dela vale continuar pela Rivoli até a Place do Hotel de Ville. O Hotel de Ville é a prefeitura da cidade de Paris que encontra-se nessa região desde a Idade Média. A praça em frente ao prédio que é lindo, é um grande espaço para pedestres e local de muitos eventos. Adoro a história que liga essa praça às greves. Na Idade Média, a praça se chamava Place de Gréve; gréve significa uma mistura de areia e cascalho, que existia ali já que o porto de Paris era em frente. Ela já era local para concentração de festas e manifestações e também de desempregados a procura de empregos. Fazer greve ficou então sendo sinônimo de ir à praça de Greve procurar emprego e foi se modificando até o sentido atual. Adoto essa informações sobre o Porque das coisas!
Parte da fachada do Hotel de Ville
Antes de prosseguir nessa loucura de compras (que eu acho opcional; só vale como caminho para chegar à Place du Hotel de Ville), ainda na região entre Concordia e Louvre, pare para um lanche no Angelina (Rua de Rivoli, 226); o chocolate quente e o croque monsieur são imperdíveis! Ou pare para um happy hour no bar do Hotel Westin entrada na Rue de Castiglione, 3! Ambos são ótimas pedidas!
Esse bar num jardim de inverno é muito agradável!
Bom, já falei muito e podem perceber que nem saí do perímetro de algumas quadras! Paris tem muita coisa pra ver! Aos poucos vou contando!


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Finalmente vamos falar de Paris!

Acho que qualquer pessoa que pense em viajar e conhecer o mundo, cita Paris como um dos primeiros lugares que gostaria de ir. Se não um dos primeiros, com certeza ela faz parte de quase todas as listas. Essa fama não é à toa! É uma cidade linda e cheia de referências que fazem parte da cultura universal. Apesar da fama dos franceses de mal-humorados, sem paciência, o interesse dos turistas pela cidade não diminui nunca! Referência de beleza, elegância, gastronomia e o chamado “joie de vivre”, que recebe várias traduções e pode ser entendido como a alegria de desfrutar as coisas boas da vida.
Difícil de traduzir, fácil de perceber! Desde que se chega em Paris se sente uma atmosfera diferente, que contagia! Você não sabe definir o que é, mas está lá, quase palpável, fazendo com que a gente respire fundo e pense: cheguei!


Resolvi colocar nesses post imagens de paris vista de cima, mais precisamente da Torre Eiffel! Aqui dá pra ver o Arco do triunfo bem ao centro.

Vista do rio Sena e da Alee des Cygnes

Champ de Mars e a Escola Militar ao fundo

Cúpula do Hotel des Invalides

Vista da cidade com a colina de Montmatre ao fundo


Vista da Ponte Alexandre III

Uma parte importante para curtir Paris é programar a viagem: qual a melhor época para ir? Qual o melhor local para ficar?

Melhor época? Paris é linda em todas, mas temos que considerar que: no inverno os dias são muito curtos e os dias frios dificultam andar muito pelas ruas, o que é essencial fazer numa viagem à Paris; no verão, os dias bem longos são ótimos para passeios ao ar livre, mas além de muito quente, a cidade costuma estar muito cheia, muito cheia mesmo, com filas em todos os lugares. Então, na minha modesta opinião, as melhores épocas são o outono e a primavera, mas repito; qualquer época que puder ir está valendo.

Região para ficar? Esse ponto vale algumas considerações. É preciso entender um pouco a cidade para escolher a região com melhor custo benefício.
Paris é delimitada por um anel viário, chamado “peripherique”.
 
A linha azul faz a demarcação do anel viário; a parte interna é subdividida em 20 arrondissements
A parte interna desse anel é dividida em 20 bairros, chamados “arrondissements”. A maioria das atrações turísticas se encontra nessa região, principalmente na parte mais central onde se encontra o Rio Sena. Como Paris é uma cidade onde o caminhar é uma atração turística por si só, quanto mais perto ficar das atrações melhor.

Atenção, pois muitos hotéis de grandes cadeias internacionais ficam localizados próximos ao anel viário, por que em Paris não se pode mudar a estrutura arquitetônica da região central. Esses hotéis, muito usados nos pacotes turísticos, estão sempre muito próximos de estações de metrô (a rede de metrô em Paris é grande e leva a todos os lugares!), o que facilita chegar ao centro da cidade, mas, e falo isso por experiência própria, você vai precisar fazer várias mudanças de linha e por muitas vezes andar bastante dentro das estações para essas conexões.
O ideal é ficar mesmo na parte mais central, mais próximo dos pontos de interesse.
Os pontos turísticos de paris e sua localização nos diferentes "arrondissements".
 Os locais mais interessantes para ficar seriam:
7eme arrondissement, onde está localizada a Torre Eiffel. Além de estar próximo ao ponto turístico mais famoso, ficar aqui é ficar bem perto do rio Sena e seus famosos passeios de barco. É uma região com vários bons restaurantes também.
12 eme arrondissement, é onde está a Bastille. Já me hospedei nessa região e apesar de ter acomodações um pouco mais baratas, já achei mais difícil de me locomover para as atrações mais importantes. Principalmente se for sua primeira vez na cidade, não é o ideal. Mas, nesse bairro você estará próximo do bairro do Marais (3 eme e 4 eme arrondissements), bairro charmoso, eleito de muitos (principalmente aqueles que vão à Paris com frequência) e do Canal de Saint Martin, no 10 eme e 11 eme arrondissements, muito frequentado por locais e cada vez mais por turistas. Apesar de não ser tão central, tem uma vida noturna animada e uma frequência muito grande de jovens.
Uma boa opção de estadia, que eu também já testei é o Quartier Latin (5 eme e 6 eme arrondissements). Bairro clássico da boemia e dos cafés, bem próximo da Catedral de Notre Dame e todas as atrações que a circundam. Tem fácil acesso à região de Montparnasse, uma região boa para compras. É nessa região que está um dos lugares que mais gosto em Paris: o Jardin du Luxemburg!
Mas o local que eu mais gosto de me hospedar nessa cidade é no 1ere arrondissement, região próxima ao Museu do Louvre e Palais Royal, bem próxima também (possível de chegar a pé) à Champs Elysee, Arco do Triunfo e muitas outras atrações. A linha de metrô mais próxima é a 1, a que interliga os locais turísticos. Para quem vai a Paris pela primeira vez, acho um local excelente! Já me sinto em casa nessa região, e fico sempre no mesmo hotel, o Golden Tulip Washington Opera, na Rue du Richelieu, 50. Hotel pequeno, aconchegante, tranquilo e super bem localizado.
Fachada do Hotel Washington Opera

Foto do quarto do hotel Washington Opera (site do hotel)

Foto de um dos quartos do hotel Washington Opera (site do hotel
Uma última opção seria ficar em Montmatre, a colina de Paris, onde está a Basilica de Sacre Coeur. Bairro super charmoso, local interessante, cheio de artistas, mas é o 18 eme arrondissement mais longe do centro.

Bem, as opções são inúmeras! Opções diferentes para gostos diferentes! Meu conselho é: pesquise bastante antes de fazer uma reserva, leve em conta o que quer fazer, o tempo que vai ficar, a época do ano em que vai viajar, para achar a melhor opção para você!

domingo, 3 de julho de 2016

Londres: história cercada por modernidade!

Mais um dia em Londres, começando o passeio pela visita à Catedral de São Paulo (St Paul Cathedral). Podemos chegar lá de metrô (tube) pela Linha Central, estação Saint Paul. A catedral é grande, muito bonita e fica numa colina, com uma visão privilegiada da City of London (a cidade de Londres atual é dividida em regiões, e em duas "cities": a City of Westminster, onde está concentrada a parte política e a City of London onde está a maioria da parte financeira). A igreja anglicana tem a segunda maior cúpula e foi o local do casamento do Príncipe Charles e da Princesa Diana. A visitação é paga, são $16,00, mas vale a pena; o interior é muito bonito, o visual da cúpula é lindo, e pode-se subir até o alto e ter uma vista linda da city. No interior da igreja está o túmulo de Lorde Nelson (aquele que está representado numa coluna em Trafalgar Square). Infelizmente o interior não pode ser fotografado.
Saint Paul´s Cathedral
Pit stop na escadaria da igreja

Arredores da Catedral

Vista da cúpula da catedral
Na cripta da igreja existe uma capela menor, uma loja de souvenirs e um restaurante. No dia de minha visita estava havendo um casamento na capela; dizem que é sorte!
Muito próxima à praça da catedral está a Millenium Bridge, uma ponte suspensa, somente para pedestres, inaugurada em fevereiro de 2000. Quem assistiu os filmes da franquia Harry Potter, já viu essa ponte sendo destruída.

Cúpula da Catedral de São Paulo vista da margem sul da Millenium Bridge
Já na saída da ponte, na margem sul, avistamos a Tate Modern, uma galeria de arte moderna, com visita gratuita, que ocupa o prédio da antiga central elétrica de Bankside.
Vista da Millenium Bridge e Tate Modern ao fundo
Continuando o passeio pela bankside (pela margem do rio), bem próximo avistamos o Shakespeare Globe, uma casa de espetáculos construída no local e nos mesmos moldes do teatro onde o poeta e dramaturgo encenava suas peças. O teatro original de 1599, sofreu um incêndio em 1613, foi reconstruído e demolido em 1644.
Shakespeare Globe no bankside

Shakespeare Globe - na frente um mural com as atrações do teatro
Esse teatro é o marco de entrada de uma região bem antiga de Londres, com ruas estreitas, alguns predios antigos remanescentes e cercada por prédios ultramodernos do centro financeiro. Estamos na região de Southwark, onde por séculos esteve o porto de entrada para a cidade de Londres.
Do Shakespeare Globe, continuei andando pela margem movimentada do Tâmisa e na altura da Southwark Bridge entrei pelas ruazinhas estreitas de Southwark. Minha intenção era ir andando pela margem ou pelas ruazinhas até a Tower Bridge, mas o que eu encontrei por aqui adiou um pouco meu intento final, mas foi a maior surpresa (positiva!) do passeio:
A catedral de Southwark! Na frente uma placa avisa - " na sua frente encontra-se a mais antiga igreja gótica em Londres, reconstruída em 1212, depois que um incêndio danificou severamente a igreja, então no estilo normando. É um lugar de adoração há mais de 1400 anos, primeiramente como um convento saxão, provavelmente fundado em 606". A igreja é dedicada a St Mary Overie (over the river) e ficava na região do antigo porto, funcionando como um local de oração e hospitalidade aos que chegavam à Londres. Nesse meu passeio funcionou como um oásis na agitação de bankside; um ponto de parada para rezar e descansar. A arquitetura do local e linda! Vale a pena!
Bem pertinho da catedral fica o Borough Market, um mercado de alimentos e comida, presente nesse local desde 1014! A melhor surpresa da viagem! Minha primeira visão do mercado foi uma barraca de comida com um porco inteiro girando no espeto!
Barraca de comida no Borough Market! Quando voltei a passar aqui, uma hora e meia depois só tinham os ossos!
Muitas barracas, muita gente circulando por um espaço bem estreito e comida para todos os lados. O cheiro delicioso é difícil de descrever. Vi barracas de comida de vários lugares: ovos e carne da Escócia, comida vegetariana, barracas de frios, queijos, carnes, frutos do mar, doces árabes, castanhas, frutas, bebidas artesanais... a lista é imensa. Provei um pouco de tudo que vi, bebi uma cidra de maça caseira, foi ótimo! Mas me empolguei experimentando de tudo um pouco e depois fiquei com medo de passar mal! Que nada! Deu tudo certo! Adorei! Acho um passeio imperdível!
Uma das entradas do mercado, bem em frente à estação do metrô - London Bridge

Muita gente andando de um lado pro outro. A calçada é um ótimo lugar para sentar, descansar ou mesmo comer!
 Abaixo fotos de algumas das barracas do mercado:







Foi um passeio muito legal! E depois dessa surpresa boa, retornei ao meu objetivo de ir até a Tower Bridge e a Torre de Londres. No trajeto para a ponte, passei por dois símbolos da Londres super moderna: os edifícios futuristas The Shard, um edifício em forma de pirâmide, inaugurado em 2012 e com a possibilidade de subir até o The view from the Shard no 68 andar; e o City Hall (a prefeitura de Londres) com uma forma inusitada, parecendo um ovo de Páscoa.

Southwark bridge o o The Shard com sua forma de pirâmide ao fundo.


O présio da prefeitura de Londres (City Hall) no canto direito da foto. Em primeiro plano o HSM Belfast - uma boa opção de passeio, principalmente para crianças.
E assim, nos distraindo com essa arquitetura super moderna, chegamos a um dos mais famosos cartões postais de Londres, a Tower Bridge. Uma ponte-báscula construída em 1894.
Detalhe da Tower Bridge

Tower Bridge

Tower Bridge

Atravessando a ponte, na margem norte, está a Torre de Londres na verdade é um castelo histórico, com várias torres, fundado em 1066, que já teve vários usos: moradia, depósito de armas e o mais famoso - prisão. Atualmente vive do turismo e abriga o museu das jóias da coroa britânica. É um patrimônio da UNESCO e o ingresso para entrar custa 25 libras.
Parte externa da Torre de Londres

Detalhe da entrada da Torre de Londres com o City Hall ao fundo
Fiz a volta desse passeio para meu hotel de barco. Saí do Tower Pier, bem próximo à uma das entradas da Torre de Londres e fui até o Westminster Pier, já bem próximo do meu hotel. Muito interessante rever todos os pontos por onde andei de um angulo diferente! Inclusive muitas das fotos que postei aqui são da visão do barco. Serve também para dar um descanso para os pés que trabalharam duro o dia todo!
Não deixe de fazer um passeio de barco pelo rio Tâmisa!
O dia foi fantástico e cheio de surpresas! Adorei o dia e adorei Londres!
Assinalei do mapa abaixo todo o trajeto que fiz nesse dia.