quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Vivendo o Natal em qualquer época

Uma das cidades mais simpáticas da Rota Romântica, na Alemanha é sem dúvida Rothenburg ob der Tauber! Se voce está pensando em viajar pela Romantische Strasse, Rothenburg é parada obrigatória. Não é necessariamente um lugar onde voce precise dormir, mas se estiver de passagem, dá para conhecer, almoçar aqui e continuar a viagem, ou estando numa cidade próxima, reserve um dia para ir até lá. Ela fica a aproximadamente 242 Km de Munique e eu acho que é um passeio quase obrigatório para quem visita Munique; tanto quanto visitar os castelo mais ao sul. As maneiras de viajar pela Rota Romantica eu descrevi no meu post anterior - http://marcarrinho.blogspot.com.br/2014/08/entrando-num-conto-de-fadas.html.

Fiz meu passeio saindo pela manhã de Munique. A região é muito bonita, o dia estava lindo, então o caminho já foi nos preparando para um dia muito agradável.
No caminho para Rothenburg, parei no castelo de Harburg, um dos maiores e mais antigos da Alemanha. É uma propriedade privada, mas é aberto à visitação.  As visitas são guiadas e ocorrem a cada hora. A parte que eu achei mais interessante foi caminhar pelo ADARVE - caminho coberto pelo alto das muralhas, que conecta as várias partes, dando a volta na popriedade. A vista do alto tanto da parte de dentro como de fora é linda!
vista da paisagem através da muralha
 


Depois dessa visita, segui direto para Rothenburg. A cidade mantém sua arquitetura medieval protegida por 3 Km de muralhas e 42 torres. As casas com arquitetura peculiar, coloridas e com flores nas janelas e um lindo trabalho de ferro na fachada fazem com que a cidade pareça uma pintura. Existe uma parte em especial, a bifurcação Plonlein que é um cartão postal famoso da Alemanha e exemplo de arquitetura medieval.
Praticamente não circulam carros pela cidade, mas ela é pequena o suficiente para conhecermos a pé. Há um estacionamento grande do lado de fora da muralha. Se entra na cidade por uma das torres e daí vamos caminhando até a Marktplaz, ponto central, onde há o Centro de Informações Turisticas, a prefeitura (Hathaus) e o relogio astronômico.
Entrada da muralha - 16; Bifurcação Plonlein - 11; Marktplaz - 12; Herrngasse - 7; Burgatten - 1.
O bom em Rothenburg é andar sem um propósito específico, descobrindo um detalhe de fachada, apreciando a vista que aparece de repente por uma ruazinha transversal... A cidade fica no alto de uma colina, e a paisagem ao redor muito bonita.
Descendo a Herrngasse, chega-se ao Burgatten, num dos limites da cidade, lugar com um jardim lindo e um visual da cidade de um angulo diferente. Falando em angulo diferente, é possível subir numa parte da muralha e ver a cidade de cima.
Burgatten

Depois de andar bastante, resolvemos almoçar num dos vários restaurantes, localizados principalmente ao longo da Herrngasse. Escolhi o Italia restaurant - Eiscafe e apreciei uma massa e um vinho como acompanhamento. 
Acabando o almoço, fui visitar a loja de artigos natalinos Käthe Wohlfahrt, o meu maior interesse em visitar essa cidade.
Imagine qualquer objeto para decoração de Natal: lá tem! Dos menores aos imensos, feitos de diferentes materiais e de diversos estilos. Voce entra na loja e é imediatamente transportado para o natal, independente da época do ano (eu fui em agosto): a roupa das atendentes, a música, a decoração e as intermináveis prateleiras com ítens que você nem sabia que precisava mas não pode mais ficar sem! Prepare espaço na mala!
Parece que o tempo pára e o espírito natalino, tão repleto de bons sentimentos e boas energias te preenche, e restaura suas forças para mais passeios maravilhosos como esse!





sábado, 9 de agosto de 2014

Entrando num conto de fadas

O sul da Alemanha é um cenário de contos de fadas! Florestas, cidadezinhas lindas com casinhas pintadas e castelos de sonho!
O que te lembra essa visão? Quem disse Disney, Cinderela, acertou! Depois explico melhor.
Essa região sul da Alemanha, a Bavária, faz divisa com a Austria principalmente. Uma das maneiras de visitá-la é vindo de Innsbruck por exemplo. Se estiver passeando pela Alemanha, o ponto de partida melhor para conhecer a região é Munique, que vale um post só para ela.
De Munique até Füssen, cidade onde ficam os Castelos do rei Ludwig II da Baviera, são 125 Km. Como das duas vezes que fiz esse passeio comecei em Munique, é sobre esse trajeto que posso falar melhor.
De Munique, voce pode ir para a região sul de trem, são 2 horas até Füssen e de lá mais 10 minutos de ônibus até o complexo dos castelos. De carro, você sai de Munique pela autoestrada A96, depois seguindo as orientações para entar na Romantische Strasse (Rota Romantica) uma estrada que segue por 410 Km desde Würzburg até Füssen, passando por várias cidades interessantes. Hoje o GPS resolve tudo, mas a sinalização das estradas também ajuda; procure sempre por uma placa marrom com o nome ROMANTISCHE STRASSE. 
A caminho de Füssen
Outra maneira seria pegar um onibus tipo Hop On Hop Off, o mais antigo desse tipo, que cobre toda a Rota Romantica, com paradas também nos aeroportos de Frankfurt e Munique. Nesse onibus alem da possibilidade de conhecer as cidades ao longo de toda a rota, no seu tempo, sem pressa, há WiFi free e voce pode baixar um app com explicação de todos os pontos turísticos. A última maneira, seria fazer com uma empresa que faz esses passeios de um dia ou meio dia. Apesar de muitos reclamarem sobre o tempo fixo e as atividades sem possibilidade de mudança, esses passeios tem a vantagem de otimizar o tempo e organizar horários. Nesse passeio, essa questão do horário é importante. Eu explico: eu usei anteriormente o termo complexo dos castelos; isso porque existem dois castelos próximos - Hohenschwangau e Neuschwanstein, que fazem parte desse complexo. Você entra, tem um restaurante, lojas, o posto para venda de ingressos para os dois castelos, tem até um hotel. Quando voce compra o ingresso para cada castelo, ele tem uma hora marcada para o início da visita e o caminho para chegar em cada um deles é longo. Por isso seu tempo dentro desse complexo tem que estar bem programado.

Da primeira vez que visitei a região, há uns 7 anos, era outono e não foi a época ideal, já que a região é fria e voces vão ver que como os castelos são no alto, venta muito. Nessa visita, fui de carro desde Munique pela rota romantica até Füssen, onde dormi e no dia seguinte passei o dia curtindo os castelos de Hohenschwangau e Neuschwanstein. No fim do dia fui para Salzburg, passando pelo Mosteiro de Ettal, uma abadia beneditina, passagem obrigatória para o acesso a autoestrada A95. 

A estrada passa praticamente dentro do terreno do Mosteiro, circulando seus vários prédios
Os beneditinos desse mosteiro são famosos pela produção de cervejas e licores da marca Ettaler.
Licores produzidos no Mosteiro de Ettal
Na segunda vez que visitei a região em 2012, era final do verão, então o tempo estava muito mais agradável. Assim mesmo de manhã é frio viu? Desta vez usei um ônibus de turismo. Saí de manhã de Munique, e iniciei o passeio conhecendo o palácio de Linderhof, lindo, escondido no meio de um parque, cercado de muitas árvores!
parque ao redor do palacio Linderhof
Linderhof era um antigo pavilhão de caça transformado em palácio pelo rei Ludwig II. Embora "pequeno" para os padrões desse rei, é ricamente decorado, em vários aspectos inspirado em Versalhes.
Os jardins são uma atração a parte!

Após a visita ao palácio, fiz uma parada na cidade de Obberamergau, cidade com as casas pintadas, características dessa região, e onde voce pode se maravilhar com o artesanato de madeira (religioso e dos famosos relógios cuco) e com os chapéus bávaros, que a gente conhece como típico alemão. É claro que comprei um!

No melhor estilo turista!!
 
Essa cidade tem uma apresentação da Paixão de Cristo a cada 10 anos, que envolve todos os habitantes. A primeira encenação aconteceu em 1634 como pagamento de uma promessa para livrar a cidade da peste. A próxima apresentação será em 2020.

Saindo de Obberamergau, fui direto para o complexo dos castelos. Como já disse, há hotel, restaurantes (eu almocei no Alpenstuben antes de começar as visitas), lojas e o ticket center.
Para ambos os castelos não se permite visita livre, nem fotos do interior. As visitas são guiadas, com hora marcada, com opção de escolha da língua falada.
Quando comprar os ingressos, sempre calcule o tempo que voce vai levar para chegar aos castelos. 

HOHENSCHWANGAU
Foi a residencia oficial de verão e de caça de Maximiliano II e depois de seu filho Ludwig II, de onde ele teve a inspiração para iniciar a construção de Neuschwanstein. Para chegar a sua entrada leva-se uns 20 minutos, andando e subindo.


NEUSCHWANSTEIN
Para o final, a "cereja do bolo", o castelo de Neuschwanstein! Lindo! Considerado um "cartão-postal" da Alemanha. Serviu de inspiração para o castelo da Cinderela na Disney. Acho que por isso a sensação de estar entrando num conto de fadas. O rei Ludwig II iniciou sua contrução no local das ruínas de um antigo castelo, principalmente por conta da vista que esse local apresenta e usando como inspiração a música do compositor Wagner. O rei nunca morou nesse castelo; ele foi encontrado morto antes do término da construção. Neuschwanstein fica no alto e mais afastado; para chegar a pé são uns 40 minutos de caminhada, num caminho mais longo ou 15 minutos num caminho mais direto, porém mais íngreme e com várias escadas. Para quem não quer caminhar, existe um ônibus que leva ao castelo, em intervalos regulares (bem cheio em certos horários) e leva também para a Marienbrücke - ponte de onde se tem a melhor vista do castelo. Se o dia estiver agradável, o caminho até a ponte pode ser feito de charrete. Esse foi o meu caso: fiz a subida de charrete e depois desci a pé pelo caminho mais curto.


Vista do castelo a partir da Marienbrücke
Não é a toa que ele é uma das construções mais fotografadas! Ele é lindo de todos os ângulos! A caminhada da ponte Marienbrücke até o castelo é bem curtinha, e a gente faz no auge da animação, pois a visão do castelo a partir da ponte, só nos faz querer chegar lá mais depressa!

Depois da visita, a descida feita pelo caminho mais íngreme também oferece um visual maravilhoso da região.

Para finalizar esse dia intenso só me restou voltar para Munique e brindar a delícia que é viajar!












terça-feira, 8 de julho de 2014

Bruges, uma surpresa anunciada

Em conversas sobre viagens, várias pessoas falaram sobre a beleza de Bruges. Esse foi o motivo de ter escolhido conhecê-la, no meio de uma viagem de congresso. Foi uma passagem rápida, mas deu para perceber que os amigos estavam certos.
Bruges é a capital de Flandres ocidental, cidade super bem preservada. Seu centro histórico é desde 2000 patrimônio da humanidade. É chamada de a "Veneza do Norte", mas para mim está mais para uma mistura de Veneza com Amsterdam em tamanho menor. Mesmo com seu perfil turístico, é uma cidade muito tranquila. Já foi um grande centro comercial na Idade Média, rica, produtora de lã, e se conectava com o mar e os centros compradores por um canal. No século XV, esse canal estagnou, deixando Bruges isolada e em declínio. A renovação veio com a vocação turística.

Cheguei em Bruges no meio da tarde, vinda de Bruxelas. Fiquei hospedada no Grand Hotel Casselbergh (Hoogstraat 6), no centro histórico. O hotel é ótimo; fiquei num quarto com pé direito alto, e um mezanino com sofá - uma graça! A localização no centro histórico me possibilitou conhecer a cidade a pé ( a cidade é pequena!) e fiz isso logo que cheguei, antes de escurecer. As pessoas são muito simpáticas! Aqui se fala frances e preferencialmente holandes, mas não é difícil encontrar quem fale ingles.
A Hoogstraat fica muito perto da praça da prefeitura (BURG) e da praça do mercado (GROTE MARKT)
BURG
Passeando fui observando as ruas pequenas, as praças, a arquitetura e cheguei até a Grote Markt, a praça central de Bruges. Linda! Casinhas coloridas, um Campanário, o prédio do Tribunal Provincial e a estátua de dois heróis de Bruges mortos na Revolução Francesa ao centro.

Na praça haviam aquelas carruagens para passeio e é claro que foi essa a maneira que escolhi para fazer um "citytour". Passei pela margem de alguns canais e fui também até o Begijnhof e o Minnewater.
Minnewaterpark

Na volta, o Burg iluminado a noite, estava maravilhoso!

E para terminar um dia super movimentado, mas maravilhoso, a dica é tomar uma cerveja...belga!
O dia seguinte, estava mais quente e mais ensolarado (estávamos em agosto), ideal para fazermos um passeio a pé (mais uma vez) e de barco e foi isso que fizemos! 

O passeio de barco é um passeio para turistas, mas muito agradável, bem realizado e valeu a pena.
Só o local para se entrar nos barcos já é uma atração a parte

Escolhemos uma entre as várias empresas que fazem esse serviço: a Bootexcursies Gruuthuse (Nieuwstraat, 11).



Quanto a compras, existem várias lojas com chocolate e bordados típicos dessa região. Os bordados são muito lindos, mas são caros. As toalhas são de enlouquecer! No meio de uma viagem longa a gente acaba não levando tudo que dá vontade, tem que pensar em espaço na mala e peso, mas acho que não dá para sair desse lugar sem pelo menos um lencinho com monograma.
Para quem ficar mais tempo, ainda tem uma visita a uma cervejaria com degustação e um Museu do Chocolate. Eu tinha que voltar a Paris, então foi com o coração apertado que me despedi dessa joia que é Bruges.

Você já foi à Bélgica?

Gente, a Bélgica é um pais muito bonito que vale a pena conhecer. Bruxelas e Bruges são cidades que merecem um olhar mais atento.
Normalmente a Bélgica não está incluída na maioria nos pacotes de viagem, ou quando está é uma parada estratégica rápida e não uma programação específica. 
Eu mesmo caí nessa armadilha; passei por Bruxelas na primeira vez que fui a Europa (em grupo) e numa outra viagem mais recente, programei uma passagem de dois dias e uma noite por Bruxelas e Bruges. Deu para ver alguma coisa, mas seguramente voltaria para uma estadia mais longa.
Fui de trem para Bruxelas, saindo de Paris - sempre ela! O Thallys, trem de alta velocidade sai da Gare du Nord a cada hora. Tendo comprado o bilhete com antecedência ou na hora, você tem que autêntica-lo em máquinas na entrada da plataforma. Dentro do trem vai haver um fiscal para cobrar essa autenticação.
A viagem dura uma hora e vinte e o trem chega em Bruxelas na Gare du Midi ou Zuidstation, a mais próxima do centro histórico da cidade.





Fiz uma programação de sair cedinho de Paris para chegar em Bruxelas cedo, aproveitar o dia para conhecer a cidade e no fim da tarde ir para Bruges, dormir lá, conhecer a cidade no dia seguinte e voltar para Paris a noite. Como já disse no início do post, achava que esse tempo pequeno seria sufiente, mas fiquei no final com um gostinho de quero mais!

Chegando a Bruxelas, optei por ir direto para a Gran Place, o mais importante e para mim o mais bonito, ponto turístico. A praça é linda e nesse dia estava tendo uma feira de alimentos e produtos artesanais típicos o que só acrescentou ao passeio. 



Em volta da Gran Place há várias ruas para pedestres e com um comércio variado: Rue du Midi, Rue Lombard, Rue des Pierres. Depois de um tempo passeando nessa região, tomando um champgne para celebrar, no La Chaloupe D`Or (na Grand Place), andei até o Boulevard Anspach (rua maior que vem direto da Zuidstation), para pegar um onibus daqueles Hop On Hop Off para conhecer a cidade.



Nesse onibus, escolhi a Blue Line, a linha mais longa que me levou ao vários pontos turísticos: bairro do Sablon, Parque do Cinquentenário, Palácio Real, Atomium (construído para a Expo Mundial de 1958). Há também a Red Line, um pouco mais curta.
Parques maravilhosos, cidade animada! 
Terminei o passeio no Boulevard Emile Jacqmain, área mais nova com vários restaurantes e lojas, onde almocei.


No final da tarde, voltei a Gare du Midi para pegar o trem para Bruges. A viagem dura mais ou menos 1 hora.
Minha estada em Bruges vale um post a parte. 
Até lá!



sábado, 5 de julho de 2014

Perpetuando lembranças

Eu já disse na descrição desse blog, que escrevê-lo era para mim uma forma de perpetuar as lembranças que uma viagem deixa na gente.
Uma outra maneira que eu adoro, para manter essas lembranças sempre ao alcance da mão, é a FOTOGRAFIA! Fotografo tudo; paisagens, pessoas, tudo que acho bonito, tudo que me faça lembrar...
Acontece que na era digital, a gente volta com uma quantidade gigante de fotos, passa do card da máquina para o computador ou para o CD e "esquece" lá. Mostrar para os amigos? Ninguém agüenta tanta foto. A gente fica com algumas fotos no celular, publica outras na rede social e está ótimo.
Eu faço tudo isso, mas, sabe os antigos álbuns de fotos? Pois é, sou dessas! 
Mas é claro que de uma forma compatível com os tempos modernos. Há vários sites onde você pode montar um álbum com suas fotos e recebê-las impressas depois. O problema é que na maioria desses sites você fica sem poder salvar o arquivo no seu computador; só acessando o site.
O que eu gosto de usar é um programa de download gratuito, chamado D-Book. Você pode fazer o download no site da Digipix ou no Baixaqui, monta seu álbum, salva no seu computador e depois envia para um site que faça a impressão. A maioria dos sites que fazem esse serviço tem compatibilidade com o D-Book.
É um programa fácil de usar, e dá para você "brincar" com suas fotos do jeito que quiser.
#ficaadica